ELIZABETH WINTER
A porta do banheiro se abriu, liberando uma nuvem de vapor quente e perfumado que se misturou ao ar fresco do quarto de hotel.
Eu estava parada perto da cama, sentindo o carpete macio sob meus pés descalços, aguardando. O dia tinha sido uma montanha-russa de emoções espirituais e românticas, mas agora, com o sol posto e as luzes de Bangkok acesas lá fora, a santidade do templo parecia ter ficado para trás, dando lugar a uma devoção muito mais carnal.
Alex saiu do banheiro.
Meu fôlego engatou na garganta. Ele tinha secado o corpo, mas gotas de água ainda brilhavam em seus ombros largos e no peito definido, caminhos líquidos que desapareciam na toalha branca precariamente amarrada em sua cintura. O cabelo escuro estava úmido, penteado para trás com os dedos, deixando o rosto dele exposto, anguloso e devastadoramente bonito.
Eu usava uma camisola branca, curta e transparente. O tecido era tão fino que parecia fumaça contra a minha pele, não escondendo absolutamente nada. Por baixo, apenas uma calcinha de renda mínima, quase inexistente. Sem sutiã. Meus mamilos roçavam no tecido a cada respiração, endurecidos pela expectativa e pelo ar condicionado.
Os olhos de Alex me encontraram imediatamente. Eles percorreram meu corpo com lentidão, demorando-se na transparência do tecido sobre meus seios, na curva da minha cintura e na sombra entre minhas coxas.
Ele não disse nada. Apenas caminhou até mim. Quando parou na minha frente, o cheiro dele invadiu meus sentidos. Alex levantou a mão e tocou a alça fina da minha camisola, roçando a pele do meu ombro com os nós dos dedos.
— Sra. Hampton... — ele murmurou, a voz rouca, testando o nome, saboreando sua posse sobre mim.
Um arrepio percorreu minha pele. Olhei para ele, sentindo meu coração bater forte contra as costelas, como um pássaro preso querendo voar direto para o peito dele.
— O que acha? — sussurrei.
— Você está incrível. — Ele deslizou a mão para o meu pescoço, o polegar acariciando meu pulso acelerado na jugular. — O dia foi perfeito. Mas eu passei as últimas horas apenas imaginando este momento.
Mordi o lábio, sentindo a mesma urgência. A pergunta surgiu naturalmente, substituindo qualquer sugestão tímida que eu pudesse ter.
— E agora que estamos aqui... — Inclinei a cabeça, roçando meu rosto na palma da mão dele. — O que você gostaria de fazer, marido?
Alex sorriu. Era um sorriso malicioso. Predatório, faminto e cheio de intenções sombrias.
— Venha comigo.
Ele segurou minha mão e, em vez de me levar para a cama king size com seus lençóis convidativos e seguros, ele me guiou através do quarto. Passamos pela poltrona, pela mesa de centro, até chegarmos à parede de vidro.
A janela panorâmica ia do chão ao teto, oferecendo uma vista vertiginosa e espetacular de Bangkok à noite. A cidade pulsava lá embaixo, um oceano de néon, ouro e escuridão, com o rio Chao Phraya cortando tudo como uma serpente negra.
Alex me posicionou de frente para o vidro, de costas para ele.
— Admire a vista, Lizzy. — Ele sussurrou perto do meu ouvido, sua respiração estava quente, diferente com o vidro frio da janela. — Não era esse o lugar que você queria tanto ver? O mundo aos seus pés?
Quando terminou, ele não se afastou. Ele deu um passo à frente, fechando o espaço entre nós.
O peito dele, quente e nu, encostou nas minhas costas. Senti a textura da pele dele, o calor irradiando através do tecido fino da minha camisola. Ele encaixou o rosto na curva do meu pescoço e ombro, suspirando contra a minha pele como se tivesse encontrado seu lugar de descanso.
— Tão linda... — Ele sussurrou, e eu vi seus olhos se fecharem no reflexo enquanto ele beijava minha bochecha, descendo para o maxilar. — Minha esposa.
Suas mãos, grandes e fortes, subiram dos meus quadris, deslizando pelas laterais do meu corpo, roçando as costelas, até pousarem sobre meus seios.
Arfei, inclinando a cabeça para trás, apoiando-a no ombro dele, entregando-me ao toque.
Ele não apertou de imediato. Apenas segurou. As palmas quentes moldando-se à minha forma. Ele parecia medir o peso, testar a maciez e memorizar a curva. No reflexo, suas mãos pareciam enormes sobre mim, possessivas.
— Perfeitos. — Ele murmurou contra meu ouvido.
Os polegares dele começaram a se mover. Círculos lentos, torturantes, ao redor dos meus mamilos que já estavam duros como pedras, visíveis e sensíveis contra a renda transparente.
Um gemido baixo escapou da minha garganta. Eu tentava focar na cidade lá fora, nas luzes dos barcos no rio, mas era impossível. O reflexo de nós dois, ele me tocando e eu me desmanchando, era muito mais interessante e excitante.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!