STELLA WINTER
O resto da viagem foi sonolento e feliz, embalado pelo zumbido suave do jato particular e pela sensação do ombro de Damian como meu travesseiro. Acordei quando senti o avião pousar suavemente. Do lado de fora, a escuridão da noite havia dado lugar a um céu de um azul tão vibrante que parecia pintado.
Um carro nos levou do pequeno aeroporto particular por uma estrada ladeada de hibiscos e palmeiras, o ar quente e úmido entrava pela janela, com o cheiro de sal e flores exóticas. Chegamos a um píer privado, onde um pequeno e luxuoso barco nos esperava. A travessia foi curta, sobre águas de um tom turquesa tão claro que eu podia ver os corais coloridos no fundo.
E então, eu vi.
Nosso lar pelas próximas duas semanas. Era um bangalô sobre a água, isolado de todos os outros, o teto de palha tradicional, com paredes vidro e a piscina de borda infinita que parecia se fundir com o oceano. Uma passarela de madeira nos levava da pequena doca até a porta da frente. Era um paraíso. O nosso paraíso.
Assim que pisamos na passarela, Damian se virou para mim com um brilho malicioso nos olhos.
— Espere aí.
Antes que eu pudesse perguntar o porquê, ele se abaixou e me pegou no colo, envolvendo minhas pernas com um braço e minhas costas com o outro. Soltei um grito surpreso, seguido de uma risada, envolvendo meus braços em seu pescoço.
— Damian! O que você está fazendo?
— Cumprindo a tradição. — ele disse, perto do meu ouvido, enquanto caminhava em direção à porta. — O noivo carrega a noiva pela soleira. E você, Sra. Winter, é a minha noiva.
Ele chutou a porta para abri-la e nos levou para dentro. O interior era ainda mais deslumbrante que o exterior. Um espaço aberto e arejado, com móveis de madeira clara e tecidos brancos, e portas de vidro do chão ao teto que se abriam para o deck, a piscina e o oceano infinito. O chão de vidro em uma seção da sala de estar revelava o mar e os peixes coloridos nadando abaixo de nós.
Mas eu mal registrei a decoração. Assim que a porta se fechou atrás de nós, Damian me colocou no chão, mas apenas por um segundo. Suas mãos subiram para o meu rosto, segurando-o com uma urgência que roubou meu fôlego, e sua boca encontrou a minha.
O beijo não era gentil. Era faminto e possessivo. Suas mãos deslizaram do meu rosto para as minhas costas, procurando o zíper do meu vestido de noiva. Eu o ajudei, juntando meu dedos aos dele.
O vestido caiu aos meus pés, deixando-me apenas com a lingerie de seda branca que eu havia escolhido especialmente para ele.
— Meu Deus... — ele sussurrou, afastando-se para me olhar, os olhos escuros de desejo percorrendo cada centímetro do meu corpo. — Você é a porra da perfeição.
Ele me beijou novamente, guiando-me para trás em direção ao quarto. Nossos passos eram desajeitados. Tropeçamos na entrada do quarto, rindo contra a boca um do outro, e caímos na cama enorme, que estava coberta de pétalas de hibiscos brancos e vermelhos.
Ele se afastou de mim, e por um momento de pânico, pensei que ele ia parar. Mas ele apenas se ajoelhou na beirada da cama, seus olhos ainda fixos nos meus, e começou a tirar minhas meias, beijando cada centímetro de pele que revelava.
Seus lábios subiram por minhas panturrilhas, a parte de trás dos meus joelhos, a parte interna das minhas coxas, deixando um rastro de fogo em seu caminho.
Meu corpo já estava em chamas, a pele sensível e arrepiada.
— Damian... — sussurrei, meu corpo já implorando por ele.
Ele não respondeu com palavras. Em vez disso, gentilmente, virou meu corpo, colocando-me de quatro sobre os lençóis macios. A posição era vulnerável, exposta, e incrivelmente excitante. Senti seus dedos quentes em meu quadril, sua respiração quente em minhas costas. Meu coração batia descontroladamente.
Damian estava de pé ao lado da cama, tirando suas roupas com uma lentidão deliberada, os olhos nunca deixando os meus. Cada peça de roupa que caía no chão revelava mais de seu corpo perfeito, os músculos definidos, a pele bronzeada. Por último, ele se livrou da boxer, e seu pau, grosso e totalmente duro, saltou livre, pulsando de desejo por mim.
Ele voltou para a cama, rastejando sobre mim como um predador. Colocou-se atrás de mim novamente, meu corpo ainda sensível e latejante do orgasmo. Inclinei-me para a frente, apoiando-me nos cotovelos, oferecendo-me a ele.
Senti o calor de sua mão em minha bunda antes do som agudo do tapa estalar no ar. O golpe não foi doloroso, mas sim excitante. Um arrepio percorreu minha espinha, e um gemido baixo escapou de mim. A pele ardia, um lembrete de quem estava no comando.
Então, senti a ponta de seu pau contra a minha entrada. Quente, duro e úmido. Fechei os olhos, preparando-me para a invasão, necessitando dela.
Mas ele não entrou.
Em vez disso, ele começou a me provocar, esfregando a cabeça de seu pau para cima e para baixo contra meus lábios inchados, deslizando sobre meu clitóris ainda hipersensível.
— Implore, Stella. — ele sussurrou, a voz um rosnado de desejo. — Diga que você me quer. Diga o quanto você precisa de mim dentro de você.
Meu corpo se contorcia sob sua tortura deliciosa. Eu estava desesperada, à beira da loucura.
— Por favor... Damian, por favor... — gemi, empurrando meu quadril para trás, tentando tomá-lo, mas ele se afastou, continuando a provocação. — Eu preciso de você... por favor, me fode... agora...
— Seu pedido é uma ordem, senhora Winter.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!