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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 168

DAMIAN WINTER

SEIS MESES DEPOIS

Eu vivi os últimos meses em um estado de paz que, por muito tempo, julguei inalcançável. A tranquilidade não era mais uma anomalia, ela tornou-se o ritmo constante da minha vida, a melodia de fundo era os risos dos meus filhos e os suspiros satisfeitos de Stella ao meu lado. A felicidade era o ar que eu respirava, e eu nunca me sentira tão vivo.

Hoje, essa felicidade tinha o cheiro de tecido novo e a energia inesgotável de três meninos sendo forçados a experimentar roupas formais.

— Pai, eu pareço um pinguim! — Danian reclamou, se contorcendo em frente ao espelho do provador.

Com quase seis anos, ele havia desenvolvido um senso de opinião forte e firme. Ele começou a estudar este ano, e com a escola veio um novo nível de vocabulário e atitude que era, ao mesmo tempo, exasperante e cativante.

— Você não parece um pinguim. Você parece um homenzinho muito elegante. — Stella disse, ajoelhando-se para ajustar a pequena gravata borboleta em seu pescoço.

Apollo observava o irmão com uma expressão de desdém de seus imensos sete anos de idade.

— Pinguins são legais, Danian. Você está sendo um bebê de novo.

— Não estou, não! — retrucou Danian.

— Parem vocês dois. — falei, seriamente. — Vocês três estão perfeitos. Orion, vire-se.

Orion girou lentamente, o pequeno terno cinza se ajustando perfeitamente a ele. Ele deu um sorriso tímido.

— O que foi? — Stella perguntou, levantando o olhar para mim.

— Nada. — respondi, desencostando da parede e me aproximando.

Ela sorriu, um sorriso que ainda fazia meu coração acelerar e faria para sempre. Ela se levantou e ajeitou a gola da minha camisa.

— Nós ainda temos que confirmar o bolo.

— Certo. Missão ternos: concluída. Próxima parada: diabetes em forma de bolo. — anunciei para os meninos, que comemoraram com gritos.

O resto da tarde passou em um borrão feliz. Aprovamos o bolo, tomamos sorvete, e no caminho para casa, o silêncio no carro era preenchido apenas pela respiração suave dos três garotos, que finalmente haviam desmaiado de exaustão e açúcar no banco de trás.

A mão de Stella encontrou a minha sobre o console.

— Esse é um vislumbre do nosso futuro. — ela sussurrou, olhando para os nossos filhos pelo retrovisor.

— Se o nosso futuro envolve você de joelhos na minha frente... — comecei, com um sorriso malicioso.

Ela me deu um tapa na coxa, mas riu.

— Estou falando dos meninos, seu pervertido. Mas já que tocou no assunto...

— Não termine essa frase. — interrompi, minha voz de repente rouca.

Ela riu de novo, aquele som que era minha música favorita.

— Mal posso esperar para ser sua esposa, senhor Winter.

— A espera está quase no fim, senhorita Harper.

— O julgamento. — Stella sussurrou e Elliot assentiu.

— Começa amanhã. Às nove da manhã.

— Porra. — foi tudo o que consegui dizer.

— Eu sei. O timing é um pesadelo. — Elliot disse. — Mas é isso. Você é a primeira testemunha. Precisa estar no tribunal às oito e meia, no máximo. Sei que estão ocupados com o casamento, mas você que comparecer.

Passei a mão pelo cabelo e olhei para Stella que assentiu.

— Ele estará lá. Já temos quase tudo pronto.

Elliot assentiu.

— Eu sinto muito por trazer isso para vocês, especialmente agora.

— Não sinta. É o fim da linha para ela. É o que queríamos. — falei, estendendo a mão para ele novamente. — Obrigado por vir pessoalmente.

Ele apertou minha mão e depois deu um aceno de cabeça para Stella antes de sair.

Ficamos sozinhos e puxei Stella para meus braços, envolvendo-a com força, seu rosto enterrado em meu peito.

Ela se afastou o suficiente para olhar para mim, a mão dela subindo para tocar meu rosto.

— Nada vai estragar nossos planos. Você vai lá, vai dizer a verdade e vamos colocar um ponto final nisso, para sempre. Em alguns dias, eu vou andar até o altar. E nada, absolutamente nada, vai nos impedir.

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