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Quem é o pai de Daniel? romance Capítulo 598

Viviane Adrie ainda não estava totalmente habituada a todo aquele calor afetuoso da tia biológica, mas não tentou se esquivar.

— Tia. — cumprimentou ela com um sorriso, assim que Rebeca Veloso segurou firme em seus braços.

— Primo. — Quando seu olhar pousou em Severino Macedo, ela hesitou por um segundo, engoliu em seco, mas finalmente mudou a forma de se dirigir a ele.

— Viviane, você... você finalmente me chamou de primo! — Severino Macedo ficou profundamente maravilhado, seu rosto transparecendo uma emoção que o fez tremer.

Agora, restava apenas Poliana Veloso, que estava de pé ao lado de Rebeca Veloso.

Pensando que a filha já havia começado a chamar a tia e o primo, era apenas lógico que o próximo passo seria chamá-la de mãe. Antes mesmo que a palavra fosse dita, o coração de Poliana Veloso já batia acelerado, transbordando de emoção.

Viviane Adrie olhou para Poliana Veloso, e uma repentina onda de constrangimento e tensão a invadiu.

Na verdade, dizer "tia" e "primo" era muito mais difícil do que pronunciar "pai" e "mãe".

Mas, não importava o quão difícil fosse, a situação havia chegado a um ponto em que ela precisava aceitar e encarar a realidade.

Quando os olhares das duas se cruzaram, todos os presentes ao redor fixaram os olhos nelas, com expressões cheias de expectativa.

— Mãe. — Viviane Adrie tentou acalmar seus nervos e, após um breve instante de preparação, finalmente conseguiu proferir a palavra.

Rebeca Veloso estava em êxtase, olhando para a irmã com vontade de instigá-la a responder logo.

Mas Poliana Veloso estava muito mais emocionada. Com os olhos fixos na filha, suas pálpebras rapidamente ficaram avermelhadas. Seu corpo já frágil, que fazia um tremendo esforço para se manter de pé, agora tremia ainda mais, tomado por uma alegria incontrolável.

— Viviane, você... você finalmente me reconheceu. Finalmente me chamou de mãe. — Somente após um longo momento, Poliana Veloso conseguiu falar, com a voz embargada pelo choro.

Os olhos de Viviane Adrie também não puderam evitar de marejar.

— Bem... Já está ficando tarde, e o trânsito deve estar pesado. É melhor irmos andando. — Ela apertou os lábios, esforçando-se para conter as emoções, e tratou de mudar de assunto.

— Certo, vamos lá. — respondeu Poliana Veloso com um aceno levemente hesitante, embora seus olhos continuassem cravados na filha.

A primeira intenção de Poliana Veloso foi tentar dissuadi-la. Afinal de contas, dinheiro não era problema, então por que se sujeitar a tanto esforço desnecessário?

Entretanto, ao recordar que nunca havia desempenhado o papel de criá-la e que não tinha o direito de interferir na vida dela, apenas acenou com a cabeça:

— Está bem, você decide. O importante é que não force a barra nem acabe se machucando.

— Não se preocupe tanto. O Advogado Rocha certamente está cuidando muito bem da Viviane. — interveio Rebeca Veloso.

Ela lançou um olhar sutil para a irmã, servindo como um pequeno aviso.

A menina havia acabado de reconhecê-la como mãe. Se ela começasse a ditar regras e a ser intrometida logo de cara, era inevitável que causasse ressentimento.

— O Orlando faz todas as suas vontades, eu realmente não preciso me preocupar com isso. O motivo da nossa vinda foi apenas porque ficamos tão entusiasmadas que agimos por impulso. Por favor, não fique... bem, não fique chateada com a gente. — ciente dessa dinâmica, Poliana Veloso declarou com profundo alívio e carinho.

— Eu não fiquei chateada. Pelo contrário, estou muito feliz por vocês terem vindo. É uma ótima oportunidade para conhecerem meus sogros; eles são pessoas maravilhosas. — Percebendo a cautela nas palavras da mãe, Viviane Adrie balançou a cabeça.

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