Na manhã seguinte, Hope e Giovanni estavam cedo no hospital.
Dante ainda dormia, sendo monitorado a cada hora pelos médicos. Seu tórax estava enfaixado, e uma manta leve cobria o seu corpo.
O celular de Dante começou a tocar e Hope viu o nome de Maura na tela, rapidamente ela atendeu.
- Bom dia Maura, o Dante não pode te atender agora.
- Bom dia, Ivy? Quer dizer… Hope?
Hope sorriu com a confusão da senhora no telefone.
- Sim, sou eu.
- Me desculpe a confusão, como prefere que eu te chame?
- Como quiser me chamar.
- Porque o Dante não pode atender ?
- A Ellie atirou nele.
- Ah meu Deus! Como ele está?
- Está bem agora, dormindo, fora de perigo.
- Você disse a Ellie atirou nele. Como?
É uma longa história, não dá para falar no telefone. Vocês querem vê-lo?
- Sim! Ele vai precisar de nós.
- Diga para estarem prontos no aeroporto hoje a noite o jatinho vai buscá-los - disse Giovanni atrás de Hope.
- Ah…
- Eu ouvi minha menina. Pode deixar eu e Carlos estaremos esperando prontos.
- Está bem, estaremos esperando vocês.
- Até amanhã, minha querida, se cuide.
- Pode deixar…
Hope desligou o telefone e voltou para o lado de Dante. Acariciava os cabelos dele devagar e com carinho.
Giovanni olhava para a garota à sua frente e sorria discretamente.
- Em poucos meses tudo mudou em sua vida, não é?
- Não sei do que está falando Gio.
- Sabe sim, nunca vi você acariciar os cabelos de alguém assim, nem os meus!
- Você não gosta, bagunça seu penteado.
Os dois riram juntos das palavras de Hope.
- E agora, o que você vai fazer quando ele acordar?
- Ainda não sei Gio, talvez ele queira ficar, ou talvez ele fique com medo de nós.
- Sabe… de todo esse tempo que eu estive com o Dante, observando e conversando, acho que ele esperou tempo demais por você para desistir agora.
- Será que ele vai ficar ?
- Você quer que ele fique?
- Eu estou confusa, eu não sou mais a esposa dele, não a que ele espera que eu seja.
- Você acha que ele já não sabe isso Hope?
Ela se afastou devagar pesarosa, olhava para os lados e parou na frente da janela.
- E se ele ainda tiver esperanças? Eu não sou mais a Ivy e nem quero ser.
- Acho que você não deve pensar muito nisso agora. Quando ele acordar vocês terão tempo para conversar. Eu confesso, não gostaria que você fosse embora, mas se os dois decidirem por isso…
Um dos médicos entrou na sala, interrompendo a conversa entre Hope e Giovanni. Era o doutor Paulo.
- Doutor Paulo que bom revê-lo - Giovanni o cumprimentou.
- Giovanni, Hope… quando me ligou ontem eu estranhei, este não é o arquiteto do seu hotel?
- Sim é ele mesmo.
Elas se abraçaram fortemente, Maura não cabia em si de felicidade e Hope apenas sentia o conforto daquele abraço.
- Seja bem vinda!
- Eu estou tão feliz que você está viva. Você é um raio de sol que ilumina a vida dele, sem você, ele não é nada.
- Maura deixa a menina em paz! Assim ela não vai querer nunca mais ver você.
- Hahaha, você é o Carlos?
- Sim o seu motorista.
- Ah que pena eu dirijo agora.
- Nós sabemos ele nos contou.
- Vamos indo, vocês ficarão no hotel, junto com o Dante.
- Ele já acordou?
- Ainda não, mas acreditamos que logo ele acordará.
Os três juntos foram primeiro para o hotel onde se acomodaram, depois se arrumaram e depois foram para o hospital.
Quando chegaram, Hope abriu a porta do quarto, Dante havia acordado a pouco tempo e estava sendo avaliado pelo doutor Paulo.
O doutor verificava seus reflexos, sua respiração e memória. E assim que ele viu Hope,Maura e Carlos juntos seus rostos que estava sério, se abriu em um grande sorriso, fazendo seus olhos esmeraldas brilharem.
- Vocês estão aqui!
- E você acha que ela ficaria em paz lá sabendo que a doida te deu um tiro? - Carlos falava com seu humor peculiar.
- Eu me preocupo com ele! Com os dois! Me preocupava antes e continuo me preocupando!
- Eu estou feliz em ver vocês. Foi você Hope?
- Na verdade o Gio, o avião é dele não meu. - disse ela sem jeito.
- Vocês estão muito longe, eu levei um tiro, não estou com a peste negra!
Depois que Dante disse isso, Maura e Carlos o abraçaram juntos, como uma família unida e feliz. Hope olhava de longe, ainda não conseguia se ver fazendo parte do grupo.

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