Entrar Via

Quando o Coração se Encontra romance Capítulo 37

Evelina havia acabado de servir-se um copo de água quando ouviu o som firme e decidido de passos subindo a escada, aproximando-se gradualmente.

Ela não virou a cabeça, apenas trocou de copo e serviu-se novamente.

Quando Nivaldo se aproximou dela, viu Evelina se virar, estendendo-lhe um copo de água.

“Obrigada pelo seu esforço.”

Sob a luz morna e branca da sala de estar, os olhos dela se curvavam suavemente e o sorriso em suas sobrancelhas a tornava ainda mais gentil e encantadora.

Uma parte fria e rígida de seu coração pareceu ser atingida por algo; uma leve onda de calor se espalhou, envolvendo seu coração e trazendo uma sensação de aconchego incessante.

“Não foi esforço algum.” Nivaldo aceitou o copo, e a água fria que desceu por sua garganta aliviou parte do calor intenso que sentia por dentro.

Ele falou com um tom calmo e gentil: “Fazer algo para minha esposa é o mínimo que posso fazer.”

Evelina ficou surpresa; em um instante, um leve rubor tomou conta de seu rosto.

Nivaldo não disse mais nada. Depositou o copo sobre a mesa. “Vamos jantar.”

Evelina piscou, sentindo o calor em seu rosto desaparecer. “Está bem.”

Joana tinha um grande talento para cozinhar; todos os dias preparava pratos diferentes, sempre frescos e saborosos, e a mesa estava especialmente farta.

Evelina precisou apenas de um olhar para que seu apetite fosse imediatamente despertado.

Nivaldo puxou a cadeira para ela, serviu-lhe um prato de arroz e uma tigela de sopa com naturalidade, e logo em seguida perguntou com preocupação: “Ainda está se sentindo mal nesses últimos dias?”

“Já estou bem melhor.”

Comparado aos dias anteriores, os sintomas de enjoo matinal diminuíram consideravelmente, e ela mesma sentia-se muito mais confortável.

“Se quiser comer alguma coisa específica, é só dizer para a Joana. É a primeira vez que passo por isso, então pode ser que eu não pense em tudo. Se precisar de algo, fale diretamente comigo.”

Ele estava pensando nela, e o coração de Evelina se aqueceu.

Ela sorriu e não recusou: “Certo, então não vou me fazer de rogada nas próximas vezes.”

O tom era brincalhão e descontraído, uma raridade diante dele.

Carolina sorriu satisfeita, segurou o rosto dele entre as mãos e suspirou: “Ela disse que já nem lembrava desse livro, que não era nada importante, e que eu podia jogar fora. Mesmo assim, fui entregar para ela pessoalmente, e ela só jogou no lixo. Disse que foi perda de tempo eu ter ido.”

Nada importante.

Era para jogar fora.

Essas palavras tomaram conta da mente de Marco, e a luz de seus olhos se apagou; sentiu o coração apertado, como se uma mão invisível o sufocasse.

Aquele era o livro favorito de Evelina.

Ele ainda se lembrava dela sorrindo misteriosamente, com os olhos brilhando ao lhe mostrar o livro com tanta alegria.

Era uma lembrança preciosa entre eles, e agora ela dizia que podia simplesmente jogar fora.

Será que isso queria dizer que ela também o tinha deixado para trás?

Sentiu um calor nos lábios, e os pensamentos de Marco foram interrompidos; seus olhos encontraram aqueles tão semelhantes aos de Evelina, e a amargura em seu peito se intensificou.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando o Coração se Encontra