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Quando o Coração se Encontra romance Capítulo 38

Carolina franziu a testa com descontentamento. "O que aconteceu com você?"

Marco mordeu a ponta da língua, e a dor trouxe-lhe de volta a razão. Num instante, seu olhar voltou a ser tão frio e indiferente quanto de costume.

"Você foi lá de propósito para entregar, e ela nem valorizou." Ele falou com evidente insatisfação.

Ao perceber que ele estava culpando Evelina, um brilho satisfeito passou rapidamente pelo olhar de Carolina.

Ela curvou os lábios e, mostrando compreensão, respondeu: "Não tem problema. Foi só uma ida, não me custou nada."

Na verdade, não só não custou nada, como também aproveitou para cortar as esperanças de Evelina.

Mesmo que não admitisse, provavelmente agora ela estava chorando baixinho no quarto, abraçada a um livro.

Ao pensar nisso, o orgulho nos olhos de Carolina tornou-se evidente.

Ela baixou o olhar, ocultando suas verdadeiras emoções, e disse: "Ela falou que, se ainda houver coisas dela, é só jogar fora. Para ela, tudo isso é lixo, não precisa mais entregar nada."

"Fui em vão uma vez, mas pelo menos trouxe essa notícia. Assim não precisarei voltar para entregar algo que tenha ficado para trás. Pensando bem, nem foi uma viagem perdida."

Carolina continuou falando sem parar, cada palavra transformando-se em uma flecha que atingia o coração de Marco, fazendo-o sangrar.

Temendo que, se ela continuasse, não conseguiria manter a expressão neutra, Marco respondeu com um simples "Hum", interrompendo qualquer possibilidade de ela dizer mais. "Já está ficando tarde, volte para casa e vá descansar cedo."

Como já havia dito o que precisava, Carolina não insistiu. Respondeu com um "Hum" e ergueu o rosto.

Marco inclinou-se e deu-lhe um beijo nos lábios. "Boa noite."

Carolina sorriu radiante. "Boa noite."

Depois disso, virou-se relutante e foi embora, olhando para trás a cada poucos passos.

Somente quando a figura dela desapareceu completamente, o sorriso gentil nos lábios de Marco sumiu de repente.

Seu olhar tornou-se gélido, e sua fisionomia mudou completamente, ficando tão sombria quanto uma noite sem lua.

Ele levou o cigarro à boca e tragou com força, sentindo o amargor crescer junto com a fumaça.

Ele vinha tentando equilibrar os dois lados, esforçando-se ao máximo, só queria que Evelina permanecesse ao seu lado, só queria que ela lhe desse um pouco mais de tempo, que esperasse por ele.

Mas, passo a passo, parecia que ele a estava afastando cada vez mais.

O que fazer? Parecia que realmente estava prestes a perder Evelina...

O sol nasceu no leste e se pôs no oeste, e em um piscar de olhos, chegou o dia da reabertura do ateliê.

Evelina levantou-se cedo, e sua alegria era impossível de esconder; até cada fio de cabelo parecia transbordar felicidade.

Isso contagiou também Nivaldo e Joana, que estavam de ótimo humor.

Depois do café da manhã, Nivaldo levou Evelina de carro para o ateliê.

Quando o carro parou à beira da rua, Nivaldo virou-se e perguntou: "Por que tanta felicidade?"

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