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Quando o Coração se Encontra romance Capítulo 25

“Por que você bebeu?”

Ao perguntar, ela retirou a gravata do seu pescoço.

“Eram apenas alguns responsáveis, ainda precisava discutir parceria com eles, não tinha como recusar, acabei tomando alguns copos.”

Ele olhou para Carolina e perguntou: “Por que veio aqui tão tarde?”

“Você ainda pergunta.” Carolina desatou a gravata e ajeitou a camisa dele, soltando um leve resmungo. “Mandei várias mensagens, não respondeu nenhuma. Liguei diversas vezes, seu celular estava sempre desligado. Você tem ideia de quanto fiquei preocupada?”

Marco tirou o celular do bolso. “Acabou a bateria.”

Carolina pegou o aparelho e deu uma olhada, confirmando que realmente estava desligado por falta de bateria.

“Vou colocar para carregar.”

Nos cômodos onde costumavam ficar, como o escritório e o quarto, sempre havia carregadores disponíveis.

Carolina, com familiaridade, encontrou o cabo e colocou o celular para carregar.

Marco não esqueceu o barulho que ouvira há pouco, e seu olhar rapidamente percorreu a escrivaninha.

Ao ver o livro, uma onda rompeu a calma do seu coração, e suas pupilas se contraíram subitamente.

Ele estendeu a mão, pegou o livro e abriu a capa.

Felizmente, a página com a caligrafia delicada de Evelina ainda estava intacta.

Carolina já havia terminado de carregar o celular; ao olhar para trás e ver o livro nas mãos de Marco, um traço de desprezo passou por seus olhos.

Ela se aproximou, mudando completamente a expressão anterior, e com o dedo puxou o livro das mãos dele, fingindo desconhecimento ao perguntar: “Esse é o livro da Evelina?”

Marco apertou os lábios e respondeu com um breve “sim”, desviando o olhar com indiferença. “Só descobri ontem enquanto procurava outra coisa, pretendia entregar para ela.”

Ela havia suspeitado que Marco guardava aquele livro de propósito, mas agora, diante da atitude indiferente dele, Carolina sentiu-se muito mais tranquila.

No entanto, entregar para ela?

Isso não significaria que Marco teria contato sozinho com Evelina novamente?

Carolina apertou o livro com mais força e sorriu suavemente. “Deixa comigo. Você está ocupado demais com o trabalho da empresa, esse tipo de coisa não merece sua atenção. Eu mesma entrego para ela quando tiver tempo.”

Com o indicador e o polegar, ela levantou uma página, prestes a rasgá-la, mas de repente parou o movimento.

Rasgar assim não teria graça.

Se o livro estava ali para incomodar Evelina, para fazê-la sofrer, então Carolina não deixaria que Evelina se sentisse bem.

Retribuir cada mínima afronta fazia parte do seu caráter.

Carolina fechou o livro, e um sorriso enigmático surgiu em seus lábios.

Quando Marco saiu do banheiro, Carolina já estava sentada na cama do quarto, olhando o celular.

Ao ouvir o barulho, ela levantou a cabeça e sorriu docemente para ele.

Marco se aproximou e disse: “Vou te levar para casa.”

“Hoje não vou voltar.” Carolina levantou-se, falando com voz manhosa.

Ela já havia passado a noite ali antes, o quarto de hóspedes estava sempre arrumado. Como ela não pretendia voltar aquela noite, Marco não insistiu.

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