Nivaldo era inocente e ela não queria envolvê-lo em todos aqueles problemas desagradáveis.
Nivaldo arqueou uma sobrancelha, sem dar muita importância. “Você não vai me prejudicar. Mesmo que aconteça algo, eu vou resolver para você. Não precisa se preocupar.”
“Mas...”
“Sem mas.” Nivaldo olhou para ela com seriedade, convencido de que tê-la levado imediatamente para registrar o casamento fora uma atitude extremamente sábia.
Em mais alguns dias, talvez ele teria que procurá-la pelo país inteiro.
Com um movimento rápido, ele tirou o documento de identidade das mãos dela. “Não se preocupe, tudo está sob minha responsabilidade.”
Evelina ficou surpresa. Embora fosse a primeira vez que se encontravam, aquelas palavras “tudo está sob minha responsabilidade” fizeram com que ela confiasse nele inexplicavelmente, trazendo-lhe uma sensação de segurança quase instantânea.
Em silêncio, ela assentiu, como se estivesse sob um encanto inexplicável.
O carro entrou lentamente em um condomínio de casas de alto padrão, parando finalmente diante de uma mansão.
O cenário à sua frente deixou Evelina tão surpresa que ela nem conseguiu falar.
Aquela região era o local mais caro de toda a Vila da Esperança, onde cada metro quadrado valia ouro. Mesmo a família Sampaio, com toda a vaidade de Demétrio Sampaio e o desejo de ter sempre o melhor, nunca tivera coragem de comprar uma casa ali.
“Você...” O olhar de Evelina tornou-se complexo, pois ela finalmente percebeu que o homem à sua frente estava longe de ser comum. “Quem é você, afinal?”
Nivaldo olhou para ela. “Esqueci de me apresentar. Meu nome é Nivaldo Monteiro.”
Nivaldo Monteiro!
Era mesmo o Nivaldo.
Como fora ingênua! O homem de antes o havia chamado de Sr. Monteiro, mas ela não pensara nisso naquele momento.
A família Monteiro era, de fato, a família mais poderosa da Vila da Esperança, admirada por todos.
Como chefe da família Monteiro, Nivaldo era, sem dúvida, o homem que todos desejavam se aproximar.
Quem poderia imaginar que, por acaso, ela havia dormido com o homem mais respeitado da Vila da Esperança, e ainda engravidado dele?
Evelina não sabia se ria ou chorava diante daquela situação.
Agora entendia por que ele agira com tanta confiança há pouco.
Afinal, quem ousaria enfrentá-lo?
Mesmo assim, ela ergueu a cabeça. “Sr. Monteiro, sobre o que falamos antes... Poderíamos redigir um acordo sobre a guarda da criança em caso de divórcio?”
Como havia escolhido se casar, Evelina não hesitou mais. Guardou o certificado na bolsa e assentiu. “Está bem.”
Evelina não tinha muitas coisas para arrumar, levando apenas algumas roupas e itens essenciais, que couberam em uma única mala.
Nivaldo colocou a mala dela no porta-malas, e então a levou de volta para a mansão.
“A mansão é ocupada apenas por mim. Algumas senhoras vêm de vez em quando para limpar. Amanhã, vou pedir para uma delas vir cuidar de você também.” Nivaldo explicou como funcionava a rotina da casa.
Ele não estava em casa com frequência, então as senhoras não precisavam estar lá o tempo inteiro.
Às vezes, quando ele avisava com antecedência, elas vinham preparar as refeições, mas isso era raro.
Normalmente, quando não comia fora, ele mesmo preparava algo simples.
Evelina ouviu atentamente, mas logo balançou a cabeça. “Não precisa. Eu já estou acostumada a morar sozinha, não sou exigente, não preciso que alguém cuide de mim especialmente. Pode deixar as senhoras como sempre fizeram.”
Nivaldo abaixou o olhar para ela e respondeu com um breve “Está bem”, sem dizer mais nada, levando-a para o quarto principal.
Mesmo tendo se preparado psicologicamente, Evelina sentiu o coração apertar ao entrar em um cômodo completamente desconhecido.
Nivaldo colocou a mala dela no chão. “Este é o quarto principal. É aqui que vamos ficar. Fique à vontade para se familiarizar com o ambiente.”

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