Larissa Rocha ficou em silêncio.
Ao recobrar a consciência, ela quase riu das palavras de Vânia Barbosa.
— É verdade. Tão tarde da noite, uma esposa procurando o marido... O que poderia ser? Claro que é para chamá-lo para dormir.
Vânia Barbosa endureceu a voz.
— Você não tem vergonha na cara?
— Eu queria te perguntar a mesma coisa. Você tem?
— Larissa Rocha, eu não quero discutir com você. Hoje é meu aniversário. Ele está comigo para celebrar. É uma vez por ano, espero que você não nos incomode.
Após dizer isso, Vânia Barbosa desligou o telefone.
Ela colocou o celular no modo silencioso.
Sérgio Baptista saiu do banheiro.
Ele abriu a caixa de bolo que estava sobre a mesa.
Vânia Barbosa se aproximou.
Ela inseriu as velas em formato de números no bolo e suspirou, emocionada.
— Já tenho vinte e três anos. O tempo realmente não perdoa.
Sérgio Baptista pegou o isqueiro e acendeu as velas.
— Faça um pedido.
— Tudo bem.
Vânia Barbosa fechou os olhos.
Ela juntou as mãos, com uma expressão devota, e fez seu pedido.
Ao abrir os olhos, soprou as velas e sorriu para ele.
— Sérgio, obrigada. Obrigada por passar todos os meus aniversários comigo. Se não fosse por você, eu estaria realmente sozinha.
Sérgio Baptista assentiu.
Ele lhe entregou o presente que havia trazido.
— Feliz aniversário.
— Obrigada.
Vânia Barbosa pegou a caixa com uma expressão alegre.
Ela a abriu impacientemente.
Ao ver o colar de rubi dentro da caixa, seus olhos se arregalaram de surpresa.
— É lindo demais.
Sérgio Baptista manteve uma expressão neutra.
— Fico feliz que tenha gostado.
— Claro que gostei! Eu amei, simplesmente amei!
O rubi era visivelmente valioso.
Os olhos de Vânia Barbosa avermelharam de emoção.
— Sérgio, você é bom demais para mim. Às vezes, nem sei como te retribuir.
— É o meu dever. Eu disse que cuidaria de você no lugar da sua mãe, e eu cumpro o que prometo.
O homem puxou a cadeira e sentou-se.


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