— Nós não vamos para casa?
— Diretora Rocha, o diretor Baptista pediu para levá-la ao hospital.
Ela hesitou.
— Ele não teve alta hoje? Por que ir ao hospital?
— O diretor Baptista não teve alta hoje.
Larissa Rocha franziu a testa.
— Eu perguntei ao médico ontem à noite, e ele disse claramente que a alta seria esta tarde. Por que ele não saiu?
— Isso... — O motorista olhou pelo retrovisor. — Diretora Rocha, não sei os detalhes da situação.
Ela suspirou e não disse mais nada.
Sabereria o que aconteceu quando chegasse lá. Na pior das hipóteses, a condição dele teria se agravado.
Ao chegar ao hospital, Larissa Rocha foi direto para a ala dos quartos privados.
Assim que saiu do elevador, a enfermeira de plantão a viu, assentiu com um sorriso constrangido e se afastou.
Larissa Rocha ficou confusa, mas conseguia sentir os olhares das pessoas ao redor.
Ela ainda estava intrigada antes de abrir a porta do quarto, mas, assim que a empurrou, entendeu tudo instantaneamente.
A "boa amiga" do diretor Baptista estava lá.
O som de Larissa Rocha abrindo a porta fez com que as duas pessoas no quarto olhassem simultaneamente para ela.
Ela calçou os chinelos, com uma expressão e um tom de voz extremamente calmos.
— Então a boa amiga do diretor Baptista veio visitar. Não é de admirar que o diretor Baptista não tenha tido tempo para atender minha ligação.
Sérgio Baptista olhou para ela. A sombra em seu rosto dissipou-se um pouco, mas seu tom ainda era de desagrado.
— Minha esposa chegou. O que tinha para ser dito já foi dito. Vânia Barbosa, você deve ir embora.
Vânia Barbosa mordeu os lábios.
— Ela chegou, então eu tenho que ir? Desde quando ela é tão importante para você?
Sérgio Baptista franziu o cenho.


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