Foi uma noite de sono agitado.
Quando o despertador tocou, Larissa Rocha sentiu-se como se estivesse à beira da morte, incapaz de se levantar.
O homem ao seu lado estava em melhor estado; uma vez acordado, não conseguiu mais dormir e a empurrou levemente.
— Se não levantar agora, vai se atrasar. Você ainda precisa passar em casa para trocar de roupa.
Larissa Rocha enterrou a cabeça debaixo do travesseiro.
Ela não conseguia levantar.
Sair da cama era uma tarefa hercúlea, especialmente quando não se tinha dormido bem.
Na noite anterior, ela não sabia até que horas ficara perdida em pensamentos, e a culpa era toda de Sérgio Baptista, que mesmo hospitalizado não perdia a libido.
O despertador continuava a atormentá-la.
Sérgio Baptista puxou o travesseiro, inclinou-se e apertou a bochecha dela.
— Você já enrolou por dez minutos, diretora Rocha.
Larissa Rocha afastou a mão dele com um tapa e resmungou:
— Se você não tivesse insistido para eu ficar, eu poderia dormir mais meia hora. A culpa é sua!
O homem não conteve o riso.
— Tudo bem, a culpa é minha. Mas ainda assim, você precisa levantar.
Larissa Rocha soltou um gemido de lamentação e sentou-se na cama.
O mundo girou ao seu redor; apoiando-se na beirada do colchão, ela realmente sentiu que iria desmaiar.
Sérgio Baptista segurou-a pelos ombros.
— Você está bem?
Ela olhou para ele com ressentimento.
— Se eu morrer, conta como acidente de trabalho? Pode enviar a indenização para Tereza Lobato, ela cuidará do meu funeral.
— Não diga bobagens. — Sérgio Baptista sorriu, resignado. Quanto mais convivia com ela, mais conhecia esse seu lado dramático, e seu coração amoleceu levemente. — Hoje à noite, garanto que você dormirá mais cedo.
— É bom mesmo.
Ela bocejou, afastou o edredom e desceu da cama.
Mesmo após lavar o rosto, sua mente não clareou muito.
Ela pegou a bolsa e caminhou para fora, com o espírito abatido.
— Diretor Baptista, você terá alta hoje. Rui Souza virá buscá-lo em breve.
— Hmm.
Sérgio Baptista observou-a sair, e só então o sorriso em seus olhos se dissipou lentamente.
Larissa Rocha comprou um café assim que saiu do hospital; sem aquilo, ela estimava que não conseguiria trabalhar.
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