O olhar de Larissa Rocha varreu a catedral imponente através da janela.
Ela ordenou ao motorista que parasse.
Empurrando a porta do carro, ela se dirigiu ao homem lá dentro:
— Diretor Baptista, já que estamos aqui, venha tirar algumas fotos turísticas comigo.
— Tudo bem.
Depois de tê-la em sua cama na noite anterior, posar para algumas fotos não significava nada.
Sérgio Baptista desceu do veículo, seguindo-a.
Larissa Rocha ergueu a cabeça para admirar a catedral imaculada.
Pombas brancas voaram diante de seus olhos, acrescentando uma aura de santidade ao cenário.
De repente, ela se virou com um sorriso radiante:
— Diretor Baptista, venha aqui e pose comigo.
Sérgio Baptista caminhou até ela e pousou a mão em seu ombro.
Ela riu suavemente, afastou a mão dele e contornou para trás de suas costas.
— Deixe-me subir nas suas costas.
Sérgio Baptista permaneceu em silêncio.
Larissa Rocha notou a impaciência familiar surgindo no rosto dele e se adiantou:
— Um casamento acontece uma vez na vida.
— O noivo estava ausente e nem sequer tiramos fotos de casamento.
— Meu pedido atual não é excessivo, é?
O silêncio persistiu.
Sérgio Baptista respirou fundo.
Por trás dos óculos escuros, seus olhos refletiam apenas frieza.
Mesmo assim, ele se agachou para facilitar a subida dela.
Larissa Rocha deu um leve salto e montou em suas costas.
Ela envolveu o pescoço dele com os braços e colou seu rosto ao dele.
Mantendo um sorriso falso, ela sussurrou:
— Sorria com vontade.
— Se eu não gostar do resultado, você terá que me carregar novamente para refazermos.
O homem inspirou profundamente e, assim como ela, esboçou um sorriso artificial:
— Larissa Rocha, essa sua ousadia trará consequências.
— Você não é ingênua a ponto de ignorar uma lógica tão simples, é?
— Não penso no amanhã, aproveito o momento enquanto posso! — Ela respondeu rindo, e de repente chamou o nome dele: — Sérgio Baptista!
— O quê?


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