Sérgio Baptista nunca tinha visto alguém com a cara tão lavada, ainda mais uma mulher.
Como ela podia falar sobre esse assunto com tanta naturalidade?
Larissa Rocha pegou uma almofada ao lado e disse pausadamente:
— Já estamos casados. Essa é sua obrigação devida, entende?
Sérgio Baptista riu com desdém.
— Você ainda quer que eu cumpra essa obrigação?
— Claro. Eu não quero viver em abstinência, a menos que você seja impotente! — Larissa Rocha pensou por um instante. — Se você não funciona, então serei obrigada a procurar satisfação fora de casa. Não vou me sacrificar por ninguém.
...
Sérgio Baptista estava quase rindo de raiva.
Na primeira noite de núpcias, sua esposa estava discutindo com ele sobre traição.
Não havia nada mais ridículo do que isso.
O homem a encarou sem dizer uma palavra.
Observou sua arrogância justificada.
Depois olhou para a mão dela apertando a almofada.
E então, para suas orelhas avermelhadas.
Ela ainda corava; afinal, não era tão descarada assim.
Sérgio Baptista soltou uma risada leve.
Caminhou até ela e sentou-se ao seu lado, jogando a toalha para ela.
— Falando em obrigações, vamos progredir gradualmente. Que tal assim: primeiro, ajude seu marido a secar o cabelo.
Ma... rido?
O rosto de Larissa Rocha ficou ainda mais vermelho.
Se continuasse assim, ela não sabia se conseguiria ir até o fim.
Não importa!
Decisão rápida.
Que secar cabelo o quê? Vamos direto ao assunto.
Ela jogou a toalha na mesa de centro.
Inclinou-se e colocou suas pernas rígidas sobre as pernas do homem.
Sua mão tocou o peito dele e então...
Então, o que ela devia fazer mesmo?
Ela olhou para aquele rosto bonito e nobre, e sua mente ficou em branco por um instante.
Droga, ela esqueceu.
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