Larissa Rocha apareceu na delegacia acompanhada pelo advogado e por Murilo Lima.
Ela viu imediatamente o rosto machucado de Sérgio Baptista.
Não conseguiu conter um sorriso nos cantos dos lábios.
Seu tom foi levemente exagerado:
— Diretor Baptista, o que houve com o seu rosto? Ferimento grave, será que vai ficar desfigurado?
Sérgio Baptista fechou a cara, com a voz fria:
— Você parece querer muito que eu fique desfigurado.
— Como isso seria possível? — Larissa Rocha negou prontamente.
Ela caminhou até ele, sorrindo:
— Diretor Baptista, você está sendo injusto comigo. Esqueceu? Sou a pessoa que mais se importa com esse seu rosto. Afinal, terei que olhar para ele a vida toda. Se ficar desfigurado, quem sai perdendo sou eu.
Sérgio Baptista quase riu de raiva:
— Então, você veio me procurar pensando em si mesma?
— Sim. — Ela assentiu sem hesitar.
E logo acrescentou:
— Mas, se não gosta que eu venha te salvar, posso ir embora agora. O máximo que vai acontecer é você esperar alguns dias aqui até alguém da filial vir te buscar.
Sérgio Baptista nem se deu ao trabalho de responder.
Passou direto por ela e foi falar com o advogado atrás dela.
O objetivo dela de vir zombar era óbvio demais.
Continuar dando atenção seria apenas se humilhar.
Fosse no passado ou agora, aquela mulher conseguia despertar facilmente o desejo de conquista de um homem.
Sérgio Baptista admitia: queria lhe dar uma lição severa agora mesmo!
O advogado resolveu o problema rapidamente.
Bastou assinar para serem liberados.
Os dois saíram da delegacia, um atrás do outro.
Larissa Rocha caminhara a tarde toda e depois fora resgatá-lo.
Seus pés estavam realmente cansados.
Ela mantinha uma distância de um metro atrás do homem, com passos lentos.
Sérgio Baptista, enquanto caminhava, virou-se de repente.
A impaciência em sua testa era quase incontrolável:
— Larissa Rocha, já é tarde. Vamos voltar logo.
Larissa Rocha ergueu os olhos.

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