— Você pode ver quem você quiser, menos ele!
Larissa Rocha cuspiu as palavras com ódio e avançou, agarrando o cabelo da outra.
— Vânia Barbosa, eu estou te avisando. Nem pense em usar o Jaime Lobato! Ele não é alguém com quem você possa jogar! Se você ousar tocar nele, eu juro que te mato!
— Larissa Rocha, você é doente!
Vânia Barbosa, encurralada, revidou e as duas começaram a lutar.
— O Jaime Lobato também é meu amigo! Eu o vejo quando eu quiser! Ele é sua propriedade por acaso? Você agora é a Sra. Baptista, que tipo de surto é esse?
— Eu preciso de motivo para surtar? — O simples pensamento de Vânia tramando contra Jaime Lobato, assim como fez com Tereza Lobato, fazia Larissa querer estraçalhá-la.
E, de fato... ela a mordeu.
— Ah!
Vânia Barbosa gritou de dor e, com os olhos injetados de raiva, puxou o cabelo de Larissa com força.
As duas rolaram no chão, engalfinhadas, nenhuma disposta a soltar a outra.
Uma hora depois.
Na delegacia de polícia.
Sérgio Baptista chegou com seu advogado para tirar as duas mulheres da cela.
O rosto de Larissa Rocha tinha um corte feito por uma unha.
Seu cabelo estava uma bagunça e, equilibrando-se nos saltos altos, ela caminhava à frente, deixando os outros dois para trás.
Vânia Barbosa estava em estado muito pior que o de Larissa Rocha.
Além do rosto arranhado, ela tinha hematomas ao redor dos olhos e na boca.
Sua mão sangrava devido à mordida e seu cabelo parecia um ninho de ratos.
Sérgio Baptista fechou os olhos, sentindo a cabeça latejar.
Normalmente, ambas posavam de damas sofisticadas, mas brigando, não se diferenciavam de arruaceiras.
Larissa Rocha chegou ao carro e abriu a porta.
Ela parou, pensou por um segundo e, ainda furiosa, virou-se para voltar.
Sérgio Baptista achou que ela ia atacar novamente e a segurou imediatamente.

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