Um homem ambicioso, disposto a se casar com uma mulher que não ama, e até detesta, pelos direitos de herança, jamais cometeria um erro tão primário.
Infelizmente, ela pensou errado.
Ou melhor, ela confiou demais em seu suposto entendimento sobre ele e subestimou os sentimentos dele por Vânia Barbosa.
Aquele homem era tão profundo e calculista, como ela poderia realmente conhecê-lo?
A hora do casamento chegou.
O local estava repleto de flores, decorado de forma magnífica.
Cada flor fresca havia sido trazida de avião do exterior.
Cada detalhe do design era o resultado de inúmeras noites de discussão entre os designers.
Um local de casamento tão perfeito, exceto por uma coisa... não havia noivo.
O que ela disse na noite anterior tornou-se uma profecia.
Mas não foi Sérgio Baptista quem caminhou sozinho pelo tapete vermelho, e sim ela.
Nesta rodada, ela perdeu.
Perdeu para Vânia Barbosa.
O mestre de cerimônias suava frio de ansiedade.
— Vamos esperar mais um pouco, o diretor Baptista deve estar a caminho.
Larissa Rocha fechou os olhos brevemente.
— Não vamos esperar. Comece!
Já haviam esperado mais de uma hora.
Esperar mais seria transformar tudo em uma piada completa, embora a situação atual já não estivesse longe disso.
Justo quando todos os convidados estavam ficando impacientes, a marcha nupcial começou a tocar.
Larissa Rocha segurou a cauda longa do vestido.
Passo a passo, ela caminhou pelo tapete vermelho.
Com uma beleza inigualável e uma elegância nobre, ela chegou diante do padre.
Mesmo o padre, acostumado a todo tipo de casamento, não pôde evitar o pânico ao ver um casamento apenas com a noiva e sem o noivo.
Larissa Rocha sorriu e disse com generosidade:
— Não tem problema. Apenas leia os votos da noiva.
O padre assentiu.
— Certo.
Eram votos simples.
Na saúde e na doença, nunca abandonar.

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