Meio mês atrás, no hospital, quando saíram do quarto de Jaime Lobato, Sérgio Baptista perguntou de repente:
— Você gosta de rosas cor-de-rosa porque essa pessoa gosta, ou porque você realmente gosta?
Larissa Rocha respondeu na época:
— Claro que sou eu que gosto. Mas Jaime Lobato também gostava muito de flores cor-de-rosa.
Só por causa dessa frase, o Diretor Baptista lhe enviou rosas vermelhas por meio mês seguido.
As rosas floresciam como fogo, tenazes e apaixonadas.
A linguagem das flores significava amor ardente, e rosas vermelhas também eram usadas para pedidos de namoro.
Pedido de namoro?
Será que Sérgio Baptista estava louco ou ela estava?
Larissa Rocha balançou a cabeça e trouxe seus pensamentos de volta ao trabalho, até a hora do almoço.
Sérgio Baptista desceu dez minutos antes para procurá-la, querendo almoçar com ela.
Já era o décimo quinto convite em meio mês.
Quando algo foge do normal, há algo estranho.
Larissa Rocha largou os documentos que segurava e o encarou por alguns segundos.
— O que Vânia Barbosa tem feito ultimamente?
Sérgio Baptista manteve a expressão inalterada.
— Você parece se importar mais com minha ex-namorada do que comigo.
— Há algum problema nisso?
— Se você acha que não há problema, esse é o maior problema.
Larissa Rocha sorriu.
— A mansão da família Rocha ainda está nas mãos de Vânia Barbosa.
— Você se recusa a me ajudar, então, naturalmente, tenho que me preocupar mais com ela.
— Por mais bonita que seja a mansão, é apenas uma casa.
— Se a Sra. Baptista quiser, posso te dar uma melhor.
Enquanto falava, Sérgio Baptista se aproximou, segurou o pulso dela e a puxou da cadeira.
— Mas agora, você vai me acompanhar no almoço.
Larissa Rocha foi forçada a caminhar para fora, um pouco irritada.
— Você passou oito vidas sem almoçar? Chega a hora e você desce para me arrastar para comer!
O homem achou graça, abraçou o ombro dela e a pressionou contra o peito.

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