Ele parecia gostar muito de beijá-la.
Larissa Rocha fechou os olhos, sua mente um pouco confusa pela palavra "amo".
Percebendo sua falta de concentração, ele se afastou ligeiramente e limpou a umidade nos lábios dela com a mão.
— No que está pensando?
— Pensando se, quando você amava a Vânia Barbosa, também a beijava assim.
Sérgio Baptista olhou para ela de forma enigmática.
— Não sabia que a diretora Rocha era alguém que se apegava ao passado.
— Não é apego, é vigilância.
— Ah é? — Ele ergueu uma sobrancelha. — Durante o beijo, você precisa vigiar o quê?
Ela respondeu com franqueza:
— Vigiar a mim mesma, lembrando que você ama outra mulher.
Sérgio Baptista soltou uma risada.
— Normalmente, esse tipo de coisa se guarda para si. Dizer isso na minha cara... Larissa Rocha, você é confiante demais ou simplesmente não se importa nem um pouco comigo?
— Eu...
Ele pressionou os dedos contra os lábios dela.
— Não precisa explicar. Seja por arrogância e desprezo, ou por total indiferença, preciso dizer uma coisa: a cena que você imagina nunca existiu.
— O que quer dizer?
— O que é o amor, afinal, Larissa Rocha? — Ele respondeu com outra pergunta. — Deixar a mente ser dominada pelo desejo, ser controlado por alguém, isso conta como amor? Se conta, então eu provavelmente nunca amei ninguém.
Larissa Rocha ficou muda.
Ela já sabia que ele era frio e indiferente, mas não esperava que ele negasse todo o seu passado.
Ela sorriu com escárnio.
— Nunca amou ninguém? Então o que a Vânia Barbosa significa?
— Ela já foi minha namorada. Agora é uma amiga.
— Foi sua namorada e você tem coragem de dizer que não a amou?
Sérgio Baptista deu um riso de escárnio.
— Eu também me casei com você. Isso significa que eu te amo?
Larissa Rocha ficou sem palavras.
Ela não tinha como refutar, mas ao mesmo tempo estava curiosa. Qual era, afinal, o sentimento dele por Vânia Barbosa?

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