Ana Rocha deu à luz gêmeos, um menino e uma menina, e depois de uma semana de recuperação no hospital, voltou para casa.
Samuel Palmeira já estava quase virando uma estátua de tanta espera. Ele não podia ir ao hospital, um lugar cheio de gente e olhares curiosos, só restava esperar ansiosamente por Camila Alves e Thiago Palmeira lhe mandarem fotos da esposa e dos filhos.
Mas, por algum motivo inexplicável, tanto Camila Alves quanto Thiago Palmeira pareciam ter sumido. Nenhum dos dois mandava mensagem, muito menos fotos.
Samuel Palmeira ficou irritado, mas não adiantava ligar para ninguém: ninguém atendia.
Começou a desconfiar seriamente que todos estavam fazendo de propósito.
Depois de muito custo, finalmente viu Thiago Palmeira chegar em casa. Mal teve tempo de perguntar qualquer coisa, já viu Thiago Palmeira, de olhos vermelhos, arrumando a mala para sair.
— Para onde você vai? — Samuel Palmeira perguntou, surpreso.
— Mano... Eu quero ir morar sozinho, ficar um tempo quieto — Thiago Palmeira respondeu, com a voz embargada, enquanto puxava a mala e saía apressado.
Samuel Palmeira respirou fundo, incrédulo. Ele queria sossego? E as fotos e vídeos dos filhos dele?
Vendo o estado de Thiago Palmeira, todo abatido, Samuel Palmeira desistiu de perguntar. Não entendia mesmo o jeito dos mais jovens levarem a vida.
Assim que Thiago Palmeira saiu, pouco depois, Camila Alves também chegou.
Samuel Palmeira olhou o relógio, estranhando a demora da esposa. — Ana ainda não voltou pra casa, e as crianças...?
Pensou em perguntar para Camila Alves, mas viu que ela entrou no quarto com a expressão fechada e bateu a porta com força.
Samuel Palmeira puxou o ar, tentando se controlar.
Pouco depois, Camila Alves saiu do quarto arrastando uma mala, pronta para ir embora também.
— Você também quer ficar sozinha? — Samuel Palmeira perguntou, confuso.
Camila Alves olhou para ele, surpresa. — Como você sabia?
— Thiago Palmeira acabou de sair, disse que quer morar sozinho, ficar quieto — respondeu Samuel Palmeira, com um sorriso irônico.
Camila Alves ficou pensativa, depois relaxou. — Ah, se ele foi, então eu fico.
— Olha para sua filha primeiro — disse Giselle Cruz, entregando a menina para Samuel. — Gêmeos, os dois estão ótimos de saúde. Ana é uma verdadeira sortuda.
Samuel Palmeira, um pouco atrapalhado, segurou a filha no colo. Olhou para aquele ser tão pequenininho e, nervoso, virou-se para Ana Rocha:
— Como pode ser tão pequena assim?
Ana Rocha riu. — Saiu da barriga agora, queria o quê?
Samuel Palmeira também achou incrível. Dois seres tão pequenos, de repente, fazendo parte da vida dele.
Giselle Cruz deu um empurrãozinho em Vicente Damasceno.
— Para de olhar e passa o bebê pra eles logo.
Vicente Damasceno, a contragosto, entregou o outro bebê e saiu com Giselle Cruz do quarto.
Giselle Cruz já tinha reparado: Vicente Damasceno parecia mesmo querer ficar com um dos bebês para ele.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir
Será que esse Livro irá continuar?...