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Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir romance Capítulo 438

Salvador Serra, sob a enorme pressão de todo o Grupo Serra, acabou sendo obrigado a anunciar sua saída, alegando problemas de saúde e decisões equivocadas.

Na coletiva de imprensa, Salvador Serra ainda teve de se curvar diante de todos os jornalistas e, na frente dos familiares de Samuel Palmeira — ou seja, Ana Rocha —, pedir desculpas publicamente.

...

Apartamento de Ana Rocha.

Sentada na cama, Ana Rocha assistia no celular à coletiva de Salvador Serra e soltou uma risada fria.

Com isso, quem estava por trás perdeu uma peça fundamental no tabuleiro. Será que já sentem o gosto amargo da derrota?

— Ana, Salvador Serra já foi descartado. Rafael Serra assumiu completamente o comando do Grupo Serra — anunciou Camila Alves ao entrar no quarto, lançando um sorriso para Ana Rocha.

A pressão midiática que ela arquitetou foi certeira, rápida e implacável. Salvador Serra não teve sequer chance de reagir: as ações do Grupo Serra estavam à beira do colapso, e se ele insistisse em resistir, levaria a empresa junto para o fundo do poço.

— Hoje em dia, a guerra de opinião pública é como uma bomba atômica nos negócios — comentou Ana Rocha, largando o celular de lado. Não fazia questão do pedido de desculpas de Salvador Serra. Queria mesmo era que ele, e quem o manipulava, sentissem na pele o que era perder tudo.

— Aquela Maia Serra voltou para a família Serra, mas ouvi dizer que Rafael Serra a colocou sob vigilância, não deixando que ela se afaste nem um passo da mansão — contou Camila Alves, sentando-se ao lado de Ana. — Tenho medo que ela fuja e tente te machucar. Melhor sairmos do país o quanto antes.

Ana assentiu.

— Fica tranquila, Camila. Eu já não sou mais aquela Ana Rocha de antes, que sofria calada e só pensava nas consequências.

Agora, ela tinha confiança suficiente para enfrentar quem viesse.

Se Maia Serra ainda ousasse se colocar no caminho, só poderia ser tolice dela.

...

Apartamento de Ramon Domingos.

Samuel Palmeira realizava exercícios de reabilitação, apoiando-se lentamente no aparelho.

No celular, uma reportagem mostrava Salvador Serra pedindo desculpas a Ana Rocha e a ele, mas Samuel mantinha o rosto inexpressivo.

— Essa jogada da Ana Rocha foi fatal. Olha só a manchete do Cidade R Entretenimento: ‘A nova viúva deslumbrante chora em coletiva e denuncia Grupo Serra pela desgraça do marido...’

O presidente da EterNeuro chegou a superar Samuel Palmeira em fama no meio empresarial.

Só que ninguém sabia que esse gênio dos negócios, que ultrapassara Samuel Palmeira, era ele próprio.

— Você tem suas cartas, eu tenho meus trunfos. Samuel Palmeira, quem está tentando manipular as famílias Batista e Palmeira nem imagina o tamanho dos nossos recursos — observou Ramon Domingos, arqueando a sobrancelha em direção a Samuel.

— Já tem gente de olho no João Viana? — perguntou Samuel Palmeira.

Ramon assentiu.

— Fica tranquilo, tudo sob controle, ninguém desconfiou.

— O objetivo do João Viana é a família Palmeira, é o Grupo Palmeira. Daqui a pouco ele e a Luana Viana vão conflitar, porque vão querer proteger o Thiago Palmeira e o Grupo. Você acha que seu irmão segura o tranco? — Ramon era mesmo um preocupado de plantão.

Vivia se preocupando tanto com Ana Rocha, como se ela fosse frágil, quanto com Thiago Palmeira, como se o irmão fosse um jovem inexperiente à mercê de qualquer um.

— Agora que Salvador Serra caiu, quem está por trás vai apostar tudo no João Viana. Ele confia plenamente no João para lidar com a família Palmeira, então... vai se concentrar em atacar a família Batista. O próximo campo de batalha é com você, Ramon. Então pare de se preocupar tanto. Ana e Thiago Palmeira não são mais tão fáceis de manipular quanto antes — retrucou Samuel Palmeira, dando uma cutucada em Ramon.

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