Samuel Palmeira havia falecido, e a imprensa noticiava o fato de maneira sensacionalista. A entrada do cemitério estava completamente tomada por jornalistas, dificultando até a passagem.
Ana Rocha vestia um terno preto, usava óculos escuros e máscara. Não queria ver ninguém.
— Sinto muito pela sua perda. — Algumas pessoas que vieram prestar a última homenagem a Samuel Palmeira dirigiram a Ana Rocha palavras de conforto.
A mídia explorava cada detalhe, afirmando que Ana Rocha havia lutado para entrar em uma família rica e disputar a herança, mas que, no fim, tudo fora em vão.
Muitos repórteres comentavam que, com a morte de Samuel Palmeira, Ana Rocha não teria direito a nenhum centavo da herança da família Palmeira, uma vez que Samuel havia investido todo o dinheiro em projetos pouco antes de morrer. Agora, com problemas nesses projetos, os fundos estavam bloqueados em contas judiciais e Ana Rocha não teria acesso a nada.
Outros diziam que Ana Rocha só se aproximara de Samuel por causa da herança, e que talvez tivesse até algo a ver com a morte dele.
Enfim, a mídia publicava de tudo, alimentando rumores de toda sorte.
Camila Alves impedia Ana Rocha de olhar o celular, não queria que ela se abalasse ainda mais.
Ana Rocha permaneceu em silêncio o tempo todo, sem ver o celular, sem falar com ninguém.
Foi então que Mariana Domingos e suas companheiras aproveitaram a situação para provocar Ana Rocha.
Esperaram tanto tempo por esse momento: finalmente Samuel Palmeira havia morrido, e Ana Rocha, mais uma vez, estava sem seu principal apoio.
Acreditavam que Ana Rocha havia caído de novo no fundo do poço, e que poderiam voltar a pisar nela como faziam no passado.
— Ana Rocha, você realmente é um verdadeiro azar na vida dos outros. Samuel Palmeira morreu por sua culpa. — Mariana Domingos e Diana Batista alegavam ter vindo se despedir de Samuel Palmeira, mas, na verdade, estavam ali para debochar e humilhar Ana Rocha.
Ana Rocha não respondeu, tratou-as como se fossem invisíveis.
Na cabeça dela, só havia um pensamento: Samuel Palmeira não estava morto. Tudo aquilo não passava de um plano dele...
Ela mentia para si mesma, repetindo que tudo iria passar, que Samuel Palmeira voltaria.
— Respeitem o momento de luto, por favor, vão embora. — Thiago Palmeira, com o semblante fechado, protegia Ana Rocha. Ele jamais permitiria que alguém a atacasse nesse instante.
Mariana Domingos sorriu de canto, depositou um crisântemo sobre a mesa ao lado, e zombou.
Para elas, a vitória era certa.
Pelo menos, ver Ana Rocha cair de novo ao fundo era motivo de celebração.
— Vamos esperar pelo pior para Ana Rocha. — disse Diana Batista, sorrindo.
— Que desgraça, casou com Samuel Palmeira, não ficou com quase nada, ainda arrumou tantos inimigos. Aposto que a vida dela vai ser ainda mais difícil do que quando era órfã. — zombou Luana Viana.
Mariana Domingos olhou com desdém para dentro do cemitério, onde Ana Rocha permanecia, sentada e aparentemente arrasada. — Meu irmão foi manipulado por ela e agora está na prisão. As famílias Domingos e Serra não vão deixar barato. Vamos ver o que acontece.
— Eu percebi que Rafael Serra anda bem atencioso com ela. Quando passamos por ele, o olhar dele foi quase de alerta. Se Ana Rocha se aproximar de Rafael Serra, vai ficar mais difícil lidar com ela... — comentou Diana Batista, lançando um olhar significativo para Mariana Domingos, sugerindo que ela pensasse numa solução.
O rosto de Mariana Domingos imediatamente se fechou.
— Ela pode até não ter vergonha, mas a família Serra tem reputação. Uma mulher que traz azar para o marido, a família Serra nunca deixaria entrar. E, além disso, Ana Rocha mandou Maia Serra para a prisão, cortando qualquer ligação com eles. Vou contar tudo isso para a mãe do Rafael Serra. Com certeza, alguém vai nos ajudar a lidar com ela.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir
Será que esse Livro irá continuar?...