Entrar Via

Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir romance Capítulo 382

Restaurante sofisticado, Ana Rocha seguia saltitante atrás de Samuel Palmeira, sendo conduzida por ele até uma sala reservada.

O ambiente era excelente, com uma vista privilegiada para o rio.

— Dizem que é preciso reservar com muita antecedência para conseguir uma mesa aqui. Camila Alves já tentou várias vezes marcar esse lugar só para fazer fotos, mas nunca conseguiu — cochichou Ana Rocha para Samuel Palmeira.

Samuel Palmeira arqueou a sobrancelha, olhando para Ramon Domingos.

— Deveria ter avisado antes, era só pedir ao Sr. Ramon. Este restaurante pertence a ele.

Ramon Domingos lançou um olhar sombrio para Samuel Palmeira, quase como se dissesse que ele já tinha Ana Rocha presa a si, precisava mesmo disso tudo?

— Sério? — Ana Rocha ficou surpresa. Um restaurante tão badalado nas redes, e era do Ramon Domingos.

— Fala como se o Sr. Samuel não tivesse participação aqui — resmungou Ramon Domingos, contrariado. Essa refeição era por conta dele, que desnecessário!

— Ana, escolha o que quiser comer, fique à vontade — disse Ramon Domingos, sorrindo para Ana Rocha.

Ana Rocha olhou o celular.

— Vamos esperar um pouco, Camila e Thiago ainda não chegaram.

O sorriso de Ramon Domingos congelou por um instante. O que aquele “lobinho” vinha fazer aqui?

— Nossa! Sempre quis fotografar nesse lugar! — Camila Alves e Thiago Palmeira chegaram animados, admirando o espaço famoso nas redes.

— De jeito nenhum, hoje preciso tirar várias fotos — exclamou Camila Alves, empolgada, correndo até a janela. — No nosso círculo, todo mundo adora marcar presença em lugares assim. Thiago, você sabe tirar foto? Vem cá me ajudar, tira algumas pra mim.

— Claro — respondeu Thiago Palmeira, meio atabalhoado. Nunca tinha fotografado para uma garota antes, mas Camila Alves era naturalmente fotogênica, ficava bem em qualquer ângulo.

— Aproveitem, comam à vontade — disse Samuel Palmeira, sorrindo de lado. — Hoje é o Sr. Ramon quem está oferecendo.

Sem cerimônia, Samuel foi o primeiro a pedir, escolhendo os pratos mais caros do cardápio, sem hesitar.

Samuel Palmeira arqueou a sobrancelha.

— Ela é minha esposa, posso protegê-la. Não preciso que ela seja agressiva, quero apenas que siga sua própria trajetória.

Para Samuel Palmeira, bastava que Ana Rocha fosse ela mesma.

— Ela é a herdeira da família Batista, uma realidade que não pode ser ignorada! Com esse sobrenome, não dá pra ser apenas uma flor delicada. Você acha que vai conseguir protegê-la para sempre? E se um dia acontecer algo com você? Pode garantir que nunca terá problemas? Nem sabemos direito quem está por trás de tudo isso. Se vierem te atacar, Ana Rocha vai afundar junto.

Ramon Domingos via a necessidade de Ana Rocha amadurecer. Ela precisava ser forte, capaz de enfrentar qualquer tempestade sozinha.

E se um dia... Samuel Palmeira não estivesse mais ali?

Samuel Palmeira permaneceu em silêncio.

— Ana Rocha tem muito potencial. Cresceu em um orfanato, passou por adoções e devoluções, tudo isso a tornou sensível e frágil. Tem uma personalidade que sempre tenta agradar, e isso não é bom para o futuro dela — analisou Ramon Domingos, pensando no futuro da herdeira do Grupo Batista.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir