Algumas horas depois daquela conversa desconfortável, Aldo, Paloma, Isabella e Laura estavam a caminho de casa. Após todas as recomendações da ginecologista e do pediatra, a nova família estava chegando em casa.
Paloma estava com uma mistura de emoções. Em seus braços, carregava o seu bebê, sim, o seu bebê, aquele que agora seria sua responsabilidade para toda a vida.
Ela estava nervosa. Uma coisa era cuidar do seu irmãozinho Gio, outra coisa era ver Adele, ver seus irmãos gêmeos, ver as gêmeas de Pietro, cuidar de Enzo, que tinha 6 anos, e outra...
Outra coisa era ter um bebê que seria sua responsabilidade total. Paloma sentia uma série de sentimentos conflitantes que dissimulava muito bem, mas que por dentro a aterrorizavam.
Assim que viu a enfermeira lhe entregar o bebê e ela assinar a série de documentos que atestavam que estava levando o bebê correto e vivo, ela começou a ficar nervosa. Sendo mãe de primeira viagem, ela se lembrava de como os filmes romantizavam tudo, mas a realidade, essa era muito diferente.
O fato de entregarem a você uma nova vida, que agora você cuidará, estava começando a lhe dar pânico. Manteve essa mesma ideia durante todo o caminho. Ao chegar em casa, como se Aldo lesse seus pensamentos, ele abriu a porta do banco de trás, a ajudou a sair da van e a puxou para um forte abraço.
— Tudo vai ficar bem...! Nossa pequena Isabella vai ficar bem...
— Você acha?
— Tenho certeza absoluta!
— Estou com medo...! — disse Paloma em um sussurro que apenas seu marido ouviu.
— Não precisa ter, eu estou aqui, com você. Juntos faremos com que tudo corra bem... Fique tranquila! Venha, vamos... É hora de Enzo conhecer a irmãzinha dele...
— Sim... — disse Paloma, ainda nervosa.
Laura apenas observava a cena e pensava em Adele e Adrien... "Tudo poderia ter sido tão diferente", pensou a moça.
— Laura, vamos? — perguntou Paloma, ao ver que a irmã estava distraída.
— Ah! Sim, vamos...
Ao entrar na mansão da família Pellegrini, uma grande surpresa esperava o feliz casal. As famílias Barzinni, Pellegrini e D'Angelo os esperavam, embora tentando não fazer muito barulho, por causa dos ouvidos delicados da pequena Isabella.
Assim que Aldo e Paloma chegaram, Enzo correu para conhecer a irmã. Ao vê-la, ele quis segurá-la e o fez, deixando o casal e quase todos os presentes sem palavras. Ele nunca havia segurado um bebê, mas estava fazendo isso como um profissional.
— Uau! Isso vai ser muito útil para nós, meu filho... — disse Aldo, orgulhoso do que acabara de ouvir.
— A Celeste também nos emprestou os bebês. Com eles, aprendemos a fazê-los dormir, mas eles quase não dormem muito... — disse o menino novamente.
— Bem, acho que você está super pronto para tudo o que está por vir. — disse Aldo, apoiando sua grande mão no ombro do garoto.
— Sim, eu posso montar guarda no quarto dela a noite toda e vocês cuidam dela durante o dia... — disse Enzo, muito seguro de seus conhecimentos adquiridos com os bebês alheios.
— Meu anjo! Nós vamos nos organizar, você também precisa descansar, está em pleno crescimento e precisa dormir suas devidas horas... — disse Paloma, surpresa com a atitude do filho.
Aquela pequena família foi parabenizada por todos, ou pelo menos, pelos que estavam presentes, já que alguns preferiram dar um descanso aos recém-pais.
Os Barzinni acabaram indo para casa depois de verem que Paloma e Isabella tinham chegado bem. Os D'Angelo, embora felizes, tiveram que dar um tempo para a mãe e a filha que acabavam de chegar.
Massimo não estava presente, pois ele havia ficado encarregado de finalizar toda a documentação com Teodore para a criação de sua nova empresa. O homem prometeu que, assim que voltasse, iria conhecer a neta, o que seria em poucas horas, mas não pela manhã como seus filhos.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Prometo te amar. Só até ter que dizer adeus