Depois de finalmente terminar todos os arranjos para a criação do grupo PVD, Massimo e Pietro dirigiram de Alvénia até Veridiana. Os dois homens queriam chegar a todo custo. A filha deles, por assim dizer, acabara de dar à luz; era imperativo chegar e conhecer a primeira neta da família.
— O que você pensou sobre o assunto do Paolo? — perguntou Pietro, curioso.
— Hum... O que posso te dizer! Eu ainda não pensei direito nas coisas e o Paolo não demonstrou interesse em conhecer o Pierre. Na verdade, conversamos, mas tudo ficou no ar.
— Não deixe passar mais tempo. Esse tipo de questão não vai desaparecer assim. Não é como se "se eu não falar no assunto, nada acontece", porque acontece, e o que acontece é o tempo. Marque uma data e deixe acontecer o que tiver que acontecer.
— Desde quando você está tão sábio?
— Você se lembra que eu tenho um filho que agora também é seu genro?
— Sim, mas, se bem me lembro, você não se lembra de nada...
— Bom, digamos que a idade me deixou mais sábio...
— Aham! Tenho certeza de que é a Celeste quem te aconselha...
— Um pouco sim, mas acredite, é importante levar em conta todos os conselhos delas, elas têm um sexto sentido... Se elas disserem que aquilo ou isso vai cair, com certeza vai acontecer... Já aconteceu comigo e agora, com os bebês, preciso estar mais atento.
— Escuta...! Já que estamos sozinhos, posso te perguntar uma coisa...? — perguntou Massimo com curiosidade.
— Diga...
— O que você pensa sobre Valeria, Guadalupe ou como você a chame? — perguntou Massimo com curiosidade.
— O que eu penso sobre o quê? — perguntou Pietro, sem entender a questão.
— Bom, sei que você não se lembra de nada, mas o pouco que você tem ouvido, não te remexe em nada?
— Bem... Você quer que eu diga a verdade?
— Sim, diga...
— A verdade... Não. Por mais que eu me esforce para me lembrar dela, por mais que eu queira, o Teodore me contou muitas coisas sobre nós dois. Se eu sinto algo, mas não é o que você pensa. Eu me sinto mal, me sinto culpado, mas não pelo que você possa acreditar...
— O que você pensa que eu acredito?
— Que eu gostasse dela ou algo assim, porque, segundo o Teodore me dizia, eu realmente amei essa mulher... Mas, sinceramente, por mais que eu procure dentro de mim, eu não consigo... Quer dizer, no caso da Celeste foi diferente. Eu tive que reagir imediatamente, acordar e ver que, praticamente, a mãe dos meus filhos foi a única pessoa que se manteve firme e não deixou que me desligassem... Foi um choque.
— Não entendi? Por que um choque?
— Veja bem, eu acordei pensando que tinha 25 anos, certo? Nessa idade eu fui um tremendo idiota. Eu gostava de mulheres exóticas, com boas curvas, peitos enormes e com cara de "me pegue". Entende? Celeste não é de forma alguma uma mulher que se encaixe nessa descrição, mas o simples fato de vê-la, de ver que ela carregava duas filhas minhas no ventre, saber que ela não se afastou de mim, nem por um instante, mesmo com a gravidez avançada, me fez olhá-la de outra maneira. Agora, com a convivência, parece estranho e eu sei, mas com a convivência, eu fui me apaixonando por ela... Quer dizer, ela é praticamente o oposto, tem um rosto angelical, fisicamente é, bom, não é nada do que eu estava acostumado. Para ser franco, hoje, com o pouco tempo que estou acordado e convivendo com ela, eu não concebo meus dias sem ela e sem as minhas filhas, praticamente sem ninguém da minha família. Eu não trocaria o que tenho agora por nada neste mundo, nem mesmo se me dissessem que poderiam me devolver ao ponto em que eu me achava o homem mais feliz da minha vida. Aqui e agora é o momento em que me sinto o homem mais feliz. Eu tenho uma boa mulher, tenho 3 filhos, tenho agora 2 netos, uma nora, tenho você e meus sobrinhos. Aria, minha mãe, está comigo. Também não posso esquecer o Magnus, ele é como um pai. Tudo está se movendo perfeitamente. Cometemos erros, claro que cometemos. Eu fui um mulherengo desgraçado no passado, suponho que sim. Me apaixonei, claro. Não me lembro, mas suponho que sim me apaixonei, embora hoje eu não me lembre dessa mulher. Suponho que ela foi importante, suponho que Guadalupe foi relevante, mas ela é feliz, eu sou feliz, e é para isso que estamos aqui, para vivermos tranquilos e felizes, não é?
— Nossa... Como você está profundo?
— Que vida a sua! Eu que pensava que eu era o único com vários problemas...
— Não se ache único... Todos nós temos nossos dramas, só que alguns são um pouco mais discretos...
— Pietro, você não sabe o quão grato eu sou à vida, pelo fato de ter você, pelo fato de a vida nos dar a oportunidade de estarmos juntos como irmãos, como uma família...
— Já chega, já chega, não fique sentimental! Estamos juntos e nos damos bem, certo...? Isso é o que realmente importa, e assim será até que um de nós decida ir na frente...
— Não diga essas coisas. Você parece ter sete vidas e em uma dessas, elas vão acabar...
— Não diga isso, eu mal estou começando a viver. Acabei de ser pai de duas belezuras e estou prestes a me casar...
— A propósito, quando você vai se casar?
— Eu já conversei com a Celeste e ela quer algo muito simples, algo bem familiar, então pensamos que será quando nos mudarmos para Bassano para que tudo seja feito na casa.
— Nada me deixará mais feliz do que finalmente ver você se casar...
— Pois falta pouco, falta pouco... — disse Pietro, sorrindo.
Para Massimo, ver o irmão assim era tudo. Realmente, se alguém deveria agradecer por essa oportunidade, era ele, já que no passado, as coisas não tinham corrido nada bem, mas agora, os dois realmente se viam como irmãos, mesmo que não fossem de sangue.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Prometo te amar. Só até ter que dizer adeus