No dia seguinte, Paloma foi examinada. A pequena Isabella olhava com atenção para a mãe. Aqueles olhos grandes e lindos estavam fixos na mãe, que não parava de admirá-la.
Paloma estava apaixonada por aquele pequeno anjo que tinha nos braços. Ao olhá-la, só conseguia se lembrar de como o homem que hoje era seu marido e ela começaram um relacionamento escondido do mundo. Ao olhá-la, ela sorria ao pensar em como sua história de amor havia começado.
Uma história de amor que hoje se refletia em um pequeno ser de lindos olhos cinzentos. Ainda não se sabia se seriam cinza-esverdeados ou cinza-azulados, mas o que se via era que eram de um cinza muito profundo.
Ela, como mãe, aproximava a filha, mal conseguia sentir o pequeno peso do seu bebê. O aroma característico da pequena a inebriava e a enchia de um imenso amor.
Aldo tinha ido para casa se trocar enquanto Laura o cobria. Ela observava a irmã se embriagar com o cheiro do bebê.
— É delicioso, não é? — disse Laura, vendo como a irmã não parava de cheirar o pequeno corpinho da sua menina.
— O quê? — respondeu Paloma, sorridente.
— O cheiro do bebê é delicioso! — respondeu Laura.
— Sim, eu não me canso de cheirar. É algo que eu nunca tinha sentido.
Laura sorriu e disse:
— Aproveite! Com o tempo, conforme eles vão crescendo, o cheiro vai sumindo. Supostamente, esse aroma ajuda a gerar o leitinho para o bebê.
— Sério? — perguntou Paloma, surpresa.
— Sim, pelo que pesquisei, sim...
— Nossa! Tem tanta coisa que eu vou aprender...
— Você vai ver que, aos poucos... Primeiro você vai sentir medo ou pânico ao perceber que esta criatura linda é completamente sua e que, agora, o que acontecer com ela é sua responsabilidade. Mas depois, você assume o papel e se deixa levar por todos os acontecimentos que vêm a seguir.
— Laura, você parece uma especialista...
— Eu tive que me tornar uma especialista. Você se lembra que, quando estávamos sozinhas, só tínhamos a Emma, e ela nos ajudou como se fosse a nossa mãe...?
— Eu sei! Também sei que vou sentir a falta de vocês agora que voltarmos para Solaria...
— Bom... Será como se a gente não pudesse se ver aqui, além disso, o fato de você morar em Solaria me dá o pretexto perfeito para conhecer o seu país, me dá o pretexto perfeito para ir te visitar e levar a minha Adele...
— Sim, essa Adele, a cada dia está maior...
— Sim, isso me assusta um pouco...
— Por quê? — perguntou Paloma, intrigada.
— Porque, conforme ela cresce, ela se parece cada vez mais com o pai...
— É mesmo?
— Sim, eu queria dizer o contrário, mas para minha sorte, minha pequena está ficando cada vez mais parecida com o pai, tanto fisicamente quanto no temperamento.
— Eu não o justifico, mas uma parte de mim acredita que foi a reação imediata dele. Ele diz que me procurou, mas coincidiu com o momento em que todos nós tivemos que ir embora. Seja como for, isso não justifica ele ter me largado com a minha filha à deriva...
— Laura... O que você quer ouvir?
— Como assim? — perguntou a moça, confusa.
— Eu te noto confusa, sei que você espera ouvir algo para tomar uma atitude, mas o que você quer ouvir...?
— Nada...! Eu não espero nada. Eu mantenho minha decisão. Eu quero o melhor para a Adele, então o que eu quiser com alguém, fica em segundo plano. A prioridade aqui é a minha filha...
— Laura, linda, você também é importante e, se há algo que você queira fazer, é só você tomar as rédeas da situação...
— Não, não há nada a fazer... Lembre-se de uma coisa: ele me deixou quando eu mais precisava. Ele me largou como se eu não fosse nada. Ele seguiu a vida dele e até se casou, enquanto eu assumi cem por cento a responsabilidade pela criação da minha filha.
— Eu sei...! Mas vejo que ver o pai da sua filha te causa sensações...
— Paloma, é melhor a gente mudar de assunto. O importante aqui é que essa coisinha linda já está quase indo para casa... — disse Laura, mudando abruptamente de assunto.
Laura preferiu mudar de assunto, porque sentiu que Paloma estava chegando à parte que ela tinha decidido enterrar no mais profundo do seu ser. Ela havia prometido a si mesma não entregar o coração a ninguém novamente. Ela se concentraria na filha, seria uma mulher da qual a filha se sentiria orgulhosa e nada mais.
Ela havia decidido deixar para trás os sonhos de conhecer alguém, de sair para tomar um café, tomar sorvete e viver momentos como os que a irmã vivia ao lado de Aldo.
Embora preferisse guardar essas coisas para si, ela não queria perguntas constrangedoras, não queria que a olhassem e percebessem o que ela estava planejando internamente.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Prometo te amar. Só até ter que dizer adeus