Não demoraram muito para chegar ao carro e, em seguida, ao lugar onde Adrien morava. Ao fazê-lo, Laura se surpreendeu com o local. Não que fosse ruim, mas conhecendo Adrien, não era algo que ele teria escolhido em primeira instância.
Aquilo a levava a pensar que a situação econômica de Adrien não estava muito boa. Não que ele estivesse na rua, mas o local deixava muito a desejar, já que na época em que ela saía com Adrien, o jovem se gabava de usar apenas o melhor.
— Adrien... Você precisa de ajuda para subir?
— Ah! Não, não se preocupe, eu já estou acostumado, sei como subir...
— Sim, mas com a sua mochila, você pode tropeçar. Eu te acompanho, te deixo na porta e vou embora. — disse Laura, sem lhe dar chance de dizer não.
Após dois lances de escada, chegaram ao apartamento onde Adrien morava. Laura o ajudou a abrir. Ao entrar, ela viu o interior do lugar. A decoração era simples, os móveis não eram luxuosos, mas, no geral, o local tinha tudo o necessário para viver.
— Bem, vou deixar sua mochila aqui. Eu preciso ir, a Adele já deve estar sentindo a minha falta. — disse Laura, saindo do local, mas levando consigo uma estranha sensação de preocupação.
— Sim, muito obrigado! Dirija com cuidado...
— Eu sempre dirijo... Descanse. — disse Laura. Algo não a deixava tranquila, mas ela não podia ser "coração mole".
Afinal, ela não sabia por que razão Adrien estava assim, mas isso eram problemas dele.
Assim que entrou no carro, dirigiu para casa. Ao chegar, Emma já a esperava com Adele quase dormindo. Ela a pegou no colo e a pequena se rendeu em seus braços. Aparentemente, a pequena Adele só esperava a chegada da mãe para poder dormir.
— Emma, como a Adele se comportou? — perguntou Laura, quase sussurrando.
— Bem, minha menina. As moças da limpeza me ajudaram, mas ela se comportou bem. Embora pequena, já está começando a ter muita energia. — disse Emma, com o rosto cansado. — Ei, como está a Palomita? Como está o bebê?
— Bem, minha irmã está bem, o bebê é lindo. Quando a levarem para casa, vamos juntas conversar, o que acha? — disse Laura, deitando a pequena Adele em sua cama.
— Acho perfeito! Hoje eu não quis ir porque não queria incomodá-la. Todo mundo ia querer ir vê-la, e devemos lembrar que ela acabou de ter um bebê, ainda mais nas condições em que teve...
— E o que você acha? O Luciano a ajudou a ter a pequena Isabella... — disse Laura, orgulhosa do irmão.
— Eu acho que foi uma excelente maneira de aparar as arestas. Eles levarão essa lembrança para a vida toda. — disse Emma, com toda a tranquilidade.
— Sim! Na verdade, eu ia procurar o Luciano. Queria conversar com ele, queria saber como foi com a Paloma, digo, antes que tudo saísse do controle, queria saber o que eles conversaram... — disse Laura, começando a sair do quarto.
— Filha! Acho melhor você procurá-lo amanhã. Ele chegou há pouco, foi atrás da Almendra e eles estão trancados no quarto já faz um tempo. Acredite, eu não preciso ser vidente para saber o que estão fazendo...
Laura fez uma cara de surpresa, não conseguia acreditar que eles estivessem fazendo o que ela pensava, ainda mais na casa do avô.
— Deixe-os, filha! Eles são jovens! Posso até te dizer uma coisa: sei que não é muito correto, porque eles não são casados e mal conhecemos a Almendra, mas me agrada ver o seu irmão fazendo esse tipo de travessura...
— Como é possível você pensar isso, Emma? — disse Laura, surpresa.
— Eu nunca disse que fosse algo errado... — disse Laura, semicerrando os olhos. — Bem, estou indo. Amanhã você me conta como foi com a Paloma. Descansem!
Depois disso, Laura caminhou em direção ao seu quarto. Emma balançou a cabeça em negação e disse:
— Você é má!
— Só um pouquinho... — disse Laura, entre risadas disfarçadas.
— E você, minha menina, como foi? Embora você tente disfarçar, eu sei que algo está te incomodando. Me conta, o que está atormentando essa cabecinha? — disse Emma, já sem aguentar a vontade de perguntar a Laura por que ela parecia um pouco preocupada.
— Emma, você acha que é ruim eu me preocupar com o pai da Adele?
— Como assim?
— Sim! Eu o vi hoje e, bem, ele não parecia muito bem, então minha cabeça está uma confusão. Sei que não deveria, mas você sabe que, de repente, ele é o pai da minha filha e, sem querer, toda vez que o vejo, não posso negar que sinto algo. Obviamente, eu me forcei a enterrar isso bem fundo, mas devo ser sincera, ainda sinto coisas por ele, mas é claro que não vou voltar com ele, mas não posso negar que me preocupo.
— Acho que é normal. Ele é o seu primeiro amor e, sim, é o pai da sua filha. Ela será o lembrete constante de que um dia vocês foram algo. Não, não é ruim você se preocupar com ele, mas aqui depende do que você quer fazer com isso.
— Eu só quero que ele fique bem. Eu não o vejo assim. Acho que, em um momento, eu gostaria de vê-lo tão arrogante como antes, assim eu poderia detestá-lo, mas não, ele não está daquele jeito e, veja bem, toda vez que o vejo, eu trago à minha mente a lembrança de quando eu lhe disse que estava grávida, para não sentir nada por ele. Mas acho que isso funcionou uma ou duas vezes, não mais...

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Prometo te amar. Só até ter que dizer adeus