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Prometo te amar. Só até ter que dizer adeus romance Capítulo 731

— Bom, Laura, as coisas não são assim tão simples, mas vou ver o que faço... E com tudo isso, o que você está fazendo no hospital? Quem está cuidando da Adele? Aconteceu algo com você? Tem alguém da sua família aqui? Você está bem?

— Nossa... São muitas perguntas, mas sim, está tudo bem. A Emma está cuidando da Adele. Eu vim ao hospital por causa da minha irmã, e, aliás, já vou me retirar. Minha irmã teve o bebê e eu vim visitá-la, mas minha tia e eu descemos para tomar um café. Não dormi muito, na verdade já estou cansada. Tive provas de final de semestre.

— Você está estudando? — perguntou Adrien com curiosidade.

— Sim. Eu quero que a minha filha veja que eu posso ser mais do que a filha de um homem rico. Quando ela crescer, ela deve saber que pode ser independente e que tudo pode ser alcançado, com base em esforço e um ou outro sacrifício... — disse, muito segura do que falava.

— Uau! Não há dúvida de que sua filha é muito sortuda... — disse Adrien, surpreso com as palavras de Laura.

— Obrigada! Eu tento ser uma boa pessoa para que ela aprenda isso de mim...

— Eu acredito que a Adele deve se sentir muito, muito sortuda por ter você como mãe... Eu sei que não tenho o direito de te pedir isso, mas gostaria de perguntar: Algum dia eu poderia vê-la? Sei que agora as coisas não estão boas para mim, mas posso te garantir que nem sempre será assim. Eu tenho umas economias e estou vivendo com elas. Vou procurar um novo emprego e, acredite, vou tentar ser melhor a cada dia para que ela também possa se orgulhar de mim.

— Adrien... Acho que, no momento, você tem muito drama na sua vida, e isso é algo que eu não quero que chegue até a minha filha. Me perdoe, mas você precisa entender que eu não quero a Alice perto da minha filha e, se ela descobrir que ela é a nossa filha, eu nem quero pensar no que ela poderia sequer tentar.

— A Alice já sabe, mas agora ela está fora do país, Laura... O avô dela decidiu enviá-la para Terraflor. O avô da Alice falou comigo. Ele me propôs continuar com a neta dele. Claro, me ofereceu uma porcentagem da empresa, mas, sinceramente, posso te dizer que não tenho nenhum motivo para ficar com ela. Eu quero trabalhar para ser melhor e para que você me permita vê-la. Sei que agora não tenho nada a oferecer, mas eu também estou estudando, estou me preparando para ser um grande economista. Vou conseguir um novo emprego e você verá como vou sair deste momento ruim. Quando isso acontecer, espero que me permita vê-la. Eu gostaria de vê-la agora, mas respeito a sua decisão. Sei que, no momento, o que eu disser ou não, soa apenas como palavras vazias, mas você verá que é sério.

— Obrigada, Adrien! Espero ver que seja assim e sim, quando for o momento certo, acho que você e Adele poderão se encontrar. Enquanto isso, não quero topar com a Alice tentando machucar minha filha só por ser minha filha.

— Não se preocupe, eu entendo a situação. Eu só queria ver se poderia conhecê-la, mas se eu me colocar no seu lugar, é claro que, com tudo o que fiz e disse, as coisas não estão a meu favor, além do fato de que a Alice não é uma boa pessoa. Minha filha não tem que sofrer pelas decisões que eu tomei, então, assim que as coisas melhorarem, eu procurarei uma maneira de você me deixar vê-la, por favor...

— Certo... Que isso seja o motivo para você fazer as coisas direito. Esse será um bom motivo para você seguir em frente. — disse Laura, sorrindo pacificamente.

Laura e Adrien conversaram por um longo tempo. Qualquer um que os visse pensaria que eram um casal, mas estariam completamente enganados. Embora Laura ainda sentisse algo por aquele jovem, ela se mantinha firme na decisão que havia tomado. Acima de tudo, sua filha sempre viria em primeiro lugar, antes de qualquer coisa que ela quisesse ou sentisse.

— Adrien, como você vai para casa? — perguntou Laura, imaginando que devia ser um problema com as muletas para dirigir um carro.

— Ah! Vou pegar um táxi por aplicativo... — disse Adrien, despreocupadamente.

— É muito longe daqui? — perguntou Laura, um tanto preocupada.

— Não, a verdade é que não é muito longe. Eu poderia ir caminhando, mas, sinceramente, é um pouco incômodo e arriscado por causa das muletas.

— Se você me esperar, vou me despedir da minha irmã e te levo. Suponho que seja de passagem, então...

— Não! Não, você veio ver sua irmã, você deve ficar aqui com ela... — disse Adrien, tentando fazer com que ela não se sentisse obrigada a levá-lo.

— Não se preocupe, eu só vou deixá-lo em casa. Eu não quero nada com ele, mas ele está de muletas e acho que não tem carro para se locomover...

— Certo, apenas lembre-se de que sua filhinha espera em casa. Não facilite as coisas para este rapaz.

— Obrigada pelo conselho, Celeste. Você verá que não acontece nada. Eu só estou um pouco preocupada com o estado em que o vi...

— Certo, confio no que você diz, mas tome cuidado e não dirija à noite para casa.

Laura finalmente entrou para ver a irmã, se despediu e, depois disso, desceu para a cafeteria para levar Adrien para casa. O jovem já havia pago a conta e caminhava em direção à saída.

— Adrien, eu não disse que te levaria para casa? — disse Laura, alcançando-o.

— Não é necessário, de verdade. Eu posso ir sozinho, meu apartamento é perto do hospital. — disse Adrien, tentando fazer Laura ver que não havia problema.

— Certo, se é perto, melhor para mim. Eu te deixo e vou para casa. — disse Laura em um tom que não aceitava negativas.

Adrien, sem mais opções, aceitou a carona que Laura lhe oferecia. No final, o jovem não queria que ela visse onde ele morava, já que não era um apartamento luxuoso ou em uma área exclusiva.

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