Na cafeteria daquele hospital, depois que Laura decidiu ficar mais um tempo, a moça caminhava com Celeste em direção ao quarto de Paloma, quando, ao passar por um dos consultórios do hospital, Laura deu de cara com Adrien.
Ela se surpreendeu ao vê-lo. O jovem andava de muletas, com o pé esquerdo enfaixado em uma tala, mal conseguindo se equilibrar entre os estudos e as muletas.
Ao vê-lo, Laura não conseguiu simplesmente ignorar a cena e se aproximou do homem.
— Adrien... — disse Laura, um pouco tímida.
Celeste ficou um tanto intrigada, mas decidiu esperar. Era claro que ela não sabia quem ele era; Laura raramente falava sobre sua vida pessoal, então ela supôs que fosse apenas um conhecido.
— Laura... Ah! Me desculpe, não esperava te ver, e muito menos nesta situação terrível... — disse Adrien, um pouco envergonhado.
— O que aconteceu com você? — perguntou Laura, um tanto surpresa.
— Você quer a versão curta e resumida? Ou a versão longa e chata? — perguntou Adrien, tentando parecer tranquilo.
— Adrien! Eu quero a verdade! — disse Laura, ainda mais intrigada.
— Bom... Não nos vemos há um tempo, então a versão resumida deve ser mais fácil. — disse Adrien, sem outra alternativa.
— Certo. Quer tomar um café? Eu te ajudo com seus papéis? — disse Laura, diante da cena que tinha à sua frente.
— Eu só preciso de ajuda para colocá-los na minha mochila... — disse Adrien, mostrando a pasta que carregava ao seu lado.
— Ok, vamos lá... Me dê sua mochila... — disse Laura, aproximando-se dele.
Assim que Laura pegou a mochila, colocou-a no ombro, rapidamente se aproximou de Celeste e disse:
— Celeste, você se importa de eu te deixar sozinha um momento? Eu vou conversar sobre um assunto com o Adrien. Ele é o pai da Adele e, pelo que vejo, acho que ele não está muito bem... — disse Laura com evidente preocupação.
— Você vai ficar bem? — perguntou Celeste, com dúvida.
— Sim! Fique tranquila! Eu já conversei com ele, está tudo sob controle... — disse Laura, muito calma, tentando garantir a Celeste que estava tudo bem.
— Certo, mas qualquer coisa, você pode me ligar... — disse Celeste, ainda com um pouco de dúvida.
— Sim... Muito obrigada! — disse Laura, caminhando em direção a Adrien.
Celeste apenas pôde ver Laura e Adrien caminharem até a cafeteria do hospital. Laura, por sua vez, ajudou Adrien a se sentar depois de chegarem a uma mesinha.
— Ela deve ter tido algo para você decidir se casar... Você não acha?
— Laura... No mundo existem casamentos por conveniência. Eu agradava a moça, ela praticamente disse aos pais que me queria e, bom...
— Bom?
— É... Meus pais acabaram me vendendo para a melhor proposta. Digamos que meu casamento foi por conveniência. Não vou dizer que tudo foi ruim, eu tentei fazer a minha parte, mas, sinceramente...
— Sim...
— Sinceramente, esse relacionamento não tem mais futuro. Alice é uma garota completamente controladora e tem um grande problema de raiva... Então, faz pouco tempo que nos separamos, mas, como você pode ver... As coisas não me correram nada bem depois disso...
— Ah! Eu vejo! Bom, você me disse que a deixou, mas o que aconteceu? Por que você está de muletas? — perguntou Laura com grande interesse.
— Bem, digamos que minha querida esposa não aceita de bom grado que eu esteja decidido a me separar dela e, por essa simples razão, ela acha que me mandar bater vai me fazer querer voltar para casa... — disse o jovem com total tranquilidade.
— Adrien! Mas isso é crime! Ela não pode te agredir! Além disso, você é o marido dela. Não se supõe que ela só fosse assim com garotas frágeis como eu? — disse Laura, exaltada. — Você precisa procurar ajuda, precisa de um bom advogado para se separar ou para solicitar uma ordem de restrição. Ninguém pode ser forçado a ficar com alguém.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Prometo te amar. Só até ter que dizer adeus