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Prometo te amar. Só até ter que dizer adeus romance Capítulo 729

Após quase 4 horas de viagem, na qual o motorista de Aldo não dirigia, mas sim voava, ele finalmente chegou. Não esperou sequer que o motorista estacionasse. Assim que viu o hospital, correu para dentro.

Aldo corria pelo corredor procurando o número do quarto. Sentia que seu coração batia mais forte; naquele momento, ele queria ter superpoderes para aparecer ali magicamente.

Ele estava tranquilo porque a mãe e o pai de Paloma já estavam com ela, e ele também já tinha avisado Pietro e Celeste, sendo que esta última também tinha ido. Ele precisava ir ver a esposa; ele precisava conhecer a filha.

Laura, inclusive, já tinha chegado ao hospital. Tecnicamente, ele era o único adulto que ainda não tinha chegado, junto com os outros homens da família, como Massimo e Pietro, que haviam ficado para concluir a união das três famílias em cartório.

Ao ver o número da porta, finalmente sentiu alívio. Abriu a porta e deu de cara com uma cena um tanto inusitada: Luciano estava sentado no sofá, segurando seu bebê, enquanto Paloma conversava com a mãe.

Celeste havia acompanhado Laura para comprar um café. Esta última estava um pouco sonolenta, pois tinha tido provas de fim de curso.

— Paloma! Minha menina! — disse Aldo, ao ver a esposa.

Para ele, ela parecia linda. Apesar do olhar cansado, ela era a mulher mais bonita. Luciano entendeu que era hora de entregar o bebê que tinha nos braços ao pai.

— Acho que ela precisa conhecer o pai... — disse Luciano, um tanto nervoso.

Aldo o olhou e foi inevitável esquadrinhar o homem com o olhar. Ele não sabia por que motivo ele estava com sua esposa, mas se Marco e Valeria, que estavam ali, permitiam, ele não faria objeção.

— Deixa eu ver... Meu anjo, minha vida... Olá, minha menina! Olá, meu céu! Eu sou o seu papai! Minha linda bebezinha... Pronto, o papai está aqui, já está com a mamãe... Bem-vinda à família, minha pequena. — dizia Aldo, enquanto segurava e admirava sua linda filha, que havia herdado os cabelos escuros de Paloma, mas o tom de pele e os belos olhos de Aldo.

— Ela é preciosa! — disse Valeria, ao se aproximar do homem que segurava sua neta.

Luciano, ao ver aquelas cenas, sentiu que era hora de se retirar. Ele iria ver Laura e checar se ela queria ir embora. Caso contrário, pediria um táxi por aplicativo, já que estava um tanto cansado, sem contar que tinha acabado de ajudar sua sobrinha a nascer e não tinha sido uma tarefa muito fácil.

Uma vez tomada a decisão, ele caminhou até onde Paloma estava, pegou a mão da irmã e disse:

— Acho que é hora de eu ir. Preciso ir ver a Laura, e depois, a Almendra deve estar preocupada...

— Ah, sim! Obrigada, Luciano! De verdade, muito obrigada! Você não sabe o quão valioso é para mim saber que você esteve comigo em um momento tão complicado como foi o nascimento da minha filha... Graças a você estar aqui, me ajudou muito, eu não me senti tão sozinha... Isso eu vou contar para a Isabella, sempre.

— Então, como você vai voltar? Você deixou sua van na cafeteria... — disse Paloma, um pouco inquieta.

— Eu vou pensar em algo. Fique tranquila! Deve ter táxi na saída do hospital... — disse Luciano, como se fosse algo normal.

— Eu o levo para a casa dos D'Angelo, quer dizer, é o mínimo que posso fazer... Você acompanhou minha filha no parto, deixou seu carro largado e, bem, você ir embora de táxi não falaria bem deste avô de primeira viagem. — disse Marco, com orgulho.

Luciano intuía que não se tratava apenas de uma viagem amena. Essa "carona" era um pouco mais complicada. Mas ele estava ciente de que, pelo fato de se aproximar da irmã, qualquer que fosse o motivo, Marco certamente imporia algumas condições.

— Viu, Paloma? Já tenho quem me leve. Agora, tente descansar. Talvez amanhã eu traga a Almendra para você conhecê-la e ela conhecer o bebê.

Após uma série de despedidas, Luciano e Marco saíram do hospital e, sim, assim como Luciano imaginou, Marco queria um momento a sós com ele. Queria o espaço para poder conversar e deixar alguns pontos bem claros.

— Luciano, eu não sei o que você e Paloma estavam fazendo quando ela começou a se sentir mal. Mas, conhecendo a Paloma, eu sei que ela quer ser uma boa irmã. Eu só quero pedir que você saiba corresponder a essa confiança. Eu não posso interferir nas decisões da minha filha, mas a única coisa que eu digo é que ela tem um coração enorme e, de qualquer forma, vocês serão a próxima geração de jovens que levarão os sobrenomes que têm. Nada me deixa mais feliz do que ver minha menina feliz. É por isso que decidi que o que aconteceu no passado, fica lá, no passado. Mas eu só digo uma coisa: Luciano, Paloma é uma boa moça, é uma boa filha e, acima de tudo, é a minha menina, a luz dos meus olhos. Eu não gostaria que um dia você a machucasse, porque isso significaria que eu também machucaria o que você mais ama. Você sabe perfeitamente que eu não estou falando em sentido figurado. Eu sei que, no fundo, você é um bom rapaz e foi apenas vítima das circunstâncias, mas eu peço que, antes de querer magoar minha filha, pense no exemplo que seus irmãos estarão recebendo de cada atitude sua.

— Não se preocupe, Sr. Barzinni, minhas intenções são apenas fazer as pazes com a Paloma. Eu sei o quão importante minha irmã é para a minha outra irmã, a Laura, e eu jamais quereríamos machucar a Paloma, pelo menos não agora. Eu sei que no passado eu entrei em um tom de brincadeira, mas isso é passado.

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