Adrien suspirou quando viu aquela mulher se afastar, pouco depois estava chegando em casa. A governanta, ao vê-lo chegar, o ajudou a descer.
— Senhor… Como o senhor está? Eu jurava que voltaria mais tarde… Estávamos preocupados!
— Calma, Hilda! Foi só uma pancada, felizmente foram apenas alguns pontos na cabeça e pronto… — Disse o jovem, enquanto atravessava a porta de casa.
— Bem, senhor, acho que o senhor não poderá ir descansar tranquilamente. — Disse a mulher, mortificada.
— Por quê? — Perguntou Adrien, com curiosidade e cansaço ao mesmo tempo.
— Tem alguém em casa… Temos visitas, senhor… — Disse a governanta, nervosa.
— Quem?
— Eu… Adrien Bianchi… — Disse Giuseppe Giorgi, levantando-se, apoiado em sua bengala.
— Senhor… O que o traz por aqui?
— Primeiro de tudo, o que diabos aconteceu com você? E quero a verdade… — Disse Giuseppe, seriamente.
— Nada…! Vovô, não aconteceu nada aqui…!
— Como diabos você se atreve a falar assim comigo, pirralha mimada? — Disse o avô, furioso.
— Vovô… — Respondeu a mulher, em um tom mais baixo.
— Venho a esta casa querendo falar sobre um assunto com você e encontro uma cena aterrorizante. Depois soube que seu marido está no hospital devido a uma pancada que você lhe deu. Por acaso, isso é um casamento normal? Você é burra ou se faz?
Você sabe que ele tem mais força que você? Se quisesse, já teria levantado a mão para você, mas você… Pirralha, mimada, não valoriza nada, não valoriza nem o seu marido e estou completamente certo de que por dentro você está me amaldiçoando.
Seus pais fizeram um trabalho exemplar te mimando… Mas isso, acabou! Sua maldita pirralha, você não verá mais nem um centavo do meu dinheiro, não, não verá… Não, a menos que demonstre ser uma mulher digna de carregar meu sobrenome.
— O que diabos você está dizendo, vovô? Você não pode decidir isso! Meus pais me apoiam…
— Se eu decido! E já me basta os D’Angelo estarem me pressionando, para dizer o mínimo, para que agora eu tenha que aguentar as birras de uma pirralha como você.
Por acaso, você sabe quem são os D’Angelo? Você sabe quem é a garotinha com quem você se meteu hoje à tarde? Você sabe que essa mulher pode fazer com que nossa família caia e jamais consiga se levantar?
Por mim, eu não tenho problema, em breve vou embora, mas minha família, meus filhos, que culpa eles têm de que um dos meus filhos não soube criar a única filha.
— Vovô, o que diabos a Laura te disse? Aquela estúpida estava se encontrando com meu marido… Aquela vadia quer roubá-lo de mim…
— Adrien? Isso é verdade?
— Não, senhor… Eu só estava conversando com ela, eu e ela temos um filho… — disse Adrien, pressagiando uma terrível repreensão para ele.
— Um filho? O que diabos? Quanto tempo ele tem?
— Pouco mais de um ano, minha filha tem pouco mais de um ano… Eu quero conhecer a minha filha e quero estar na vida dela, a mãe dela estava apenas estipulando as condições sob as quais me permitiria conhecer a minha filha.
— O senhor, por acaso, enganou a minha neta? — Disse o homem, irritado.
— Adrien, sua família pediu muito dinheiro depois da sua união e é verdade, você não tem que pagar, eles foram quem solicitaram esse empréstimo. Mas eu tenho um trato para você, fique com a minha neta e tudo, absolutamente tudo que você vê dos Giorgi, será seu, você poderá decidir o que fazer e o que não fazer, olhando para você, acho que você me lembra um pouco o meu falecido filho, o mais velho, o que sim poderia levar a família adiante.
Sei que ter minha neta como esposa é um castigo, eu gostaria de sair correndo, mas o que eu te ofereço não é nada desprezível, pense bem e depois me dê a sua conclusão.
E você, pirralha insolente, eu já disse, você não verá um centavo a partir de hoje, pelo menos até que se comporte e pare de incomodar a neta dos D’Angelo.
Eu só te digo uma coisa, Alice, se eu souber por Giuseppe que você voltou a intimidar aquela garota, você ficará sozinha. Se eles vierem atrás de você, eu não vou mover um dedo para te ajudar, isso eu posso te assegurar.
— Vovô! Você está ficando do lado daquela estúpida?
— Claro que sim! Eu vou ficar do lado que eu bem entender! O que eu faço ou deixo de fazer é minha maldita decisão e você não tem como me fazer mudar de ideia, maldita pirralha mimada.
— VOVÔ! Você não pode fazer isso comigo, eu vou falar com meu pai… — Disse Alice, em um tom bastante irritado.
Nesse momento, o avô Giuseppe, farto das bobagens da neta, deu um tapa na garota, deixando Adrien surpreso.
— Que diabos, vovô?
— Algo assim seu pai deveria ter feito, mas não, ele preferiu te dar tudo para que você acredite que merece tudo, mas devido a quê, me diga, o que você fez para merecer a fortuna, Giorgi? Você não é nada, você não é ninguém, nunca quis realmente estudar, se te casaram foi porque vimos a oportunidade de alguém aguentar você, mas você não é indispensável para esta família em primeiro lugar.
Alice não podia acreditar nas palavras daquele que se dizia avô, o homem soava frio e distante, ela não entendia como aquele homem podia ser de sua família. O que ela não sabia era que, efetivamente, tudo o que ela desfrutava era unicamente por ele, não por seu pai, nem mãe, era pelo avô Giuseppe.
Uma vez terminado aquele sermão, o homem se dispôs a ir embora, já passava da meia-noite e ele ainda tinha que ir para casa, ele deu um tapinha no ombro de Adrien e lhe disse:
— Pense no que eu te disse, você pode ter tudo o que quiser, mas a única condição é que você fique com essa pirralha, se esqueça dos D’Angelo e isso implica a sua filha, você decide.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Prometo te amar. Só até ter que dizer adeus