--- Atualmente ---
Adrien lembrava da conversa, mas não tinha muito no que pensar, a oferta era tentadora, no entanto, ele sabia o que realmente queria e essa era sua filha.
Já uma vez havia cometido o erro de colocar o que diriam na escola, em sua família e as pessoas que o rodeavam pela vida, ao lado de alguém que poderia lhe dar algo de maior valor. Desta vez, embora não fosse muito certeiro, preferia ficar com sua filha e o que viesse.
Longe daquele drama familiar, o qual viria a mudar muitas coisas na vida de Laura D'Angelo, a família estava chegando ao café onde Massimo tinha combinado de se encontrar com Pierre. Ao chegar, o café era um lugar acolhedor e tinham reservado uma mesa discretamente acomodada.
Laura levava uma confusão de emoções, sabia que disso viria tudo o que no futuro aconteceria.
— Vamos, filha, tudo vai dar certo, você vai ver.
Massimo pegou a mão de sua filha, pôde sentir o nervosismo dela e decidiu apertar sua mão para que ela sentisse que tudo isso ficaria bem.
Quando finalmente chegaram à mesa reservada, os recebeu um homem atraente quase da mesma idade de Massimo, seus traços eram muito parecidos com os de Paolo. Definitivamente, vê-lo era como ver Paolo, Laura entendeu por que os olhos de seu irmão tinham algo em particular, o homem tinha a mesma cor de olhos que sua mãe.
O homem, ao vê-los chegar, imediatamente identificou Luciano, que inclinou a cabeça em sinal de cumprimento, depois se dirigiu a Laura, cumprimentando-a.
— Je suis honoré de faire votre connaissance. — Disse Pierre enquanto apertava a mão de Laura com ambas as palmas.
O homem entendia que ela, como irmã mais velha, quisesse conhecê-lo, por isso sabia perfeitamente que devia causar-lhe uma boa impressão.
— Massimo... — Disse Pierre apertando a mão do homem.
— Pierre...
— Querem pedir algo antes de começarmos a conversar?
— Filha...
— Ah! Sim, pai... — Disse Laura olhando para o homem que supostamente era o pai de seu irmão.
Pierre também olhava para a garota, a semelhança com Alessia definitivamente era impressionante, era óbvio que tinha traços muito parecidos com Massimo, mas eram mais proeminentes os traços de sua mãe.
— Bem, agora que ela pedimos... — Disse Pierre, enquanto entregava o cardápio. — Podemos falar do que nos trouxe aqui?
— Senhor Legrand, por que não procurou meu irmão durante tanto tempo? — Disse Laura sem rodeios.
— Senhorita Laura, eu quis fazer isso, mas sua mãe me impediu, sei que é estranho que de repente apareça e queira conhecer meu filho, mas acredite em mim, foram anos esperando que a oportunidade se apresentasse.
— Por acaso é consciente da quantidade de coisas que o senhor virá mexer? — Disse Laura insistentemente.
— Eu sei! Mas espero que possa entender que por anos, esperei que sua mãe me desse a oportunidade... Sei que no seu momento não pude me aproximar dele; no entanto, agora, agora me aproximei primeiro do seu pai. Não tenho nenhuma má intenção, também não quero que acredite que venho destruir sua família, só quero a oportunidade de poder estar com meu filho. — Disse o homem de modo apaziguador.
Massimo só observava como sua filha lançava pergunta após pergunta ao cavalheiro, o homem tinha sido muito respeitoso com ela, mas acima de tudo, queria analisar o homem.
O homem era bem conhecido por analisar seus oponentes no mundo dos negócios. Este não era um, mas sim devia ser assertivo na hora de ver quem ia entrar em sua família, por isso via como se desenvolvia toda a cena diante dele.
— Bem, Pierre, sei que minha filha já te fez várias perguntas, tentando saciar sua curiosidade e não me intrometi porque, acima de tudo, ela é quem mais tem direito de opinar. Por minha parte quero saber algumas coisas a mais.
Que intenções tem com meu filho?
Não digo que o que mamãe e ele fizeram foi correto, claro que não e o homem sabe disso, mas nós não somos quem para julgá-los, tampouco a Massimo nosso pai, só te peço que se coloque um pouco no lugar de Paolo.
Papai, sempre será seu papai, mas Pierre, também merece fazer sua luta para ganhar um título na vida de Paolo. Não digo que imediatamente vai chamá-lo de papai, talvez nunca o chame assim; no entanto, essa será decisão dele e nada mais.
— Senhor Legrand, que intenções tem com meu irmão?
— Só procuro conhecê-lo, sei que não será um caminho fácil, sei que falhei por não insistir mais em entrar em sua vida, mas amei sua mãe... A amei até o último momento e sei que não poderá acreditar em mim, mas é verdade, ela foi a única mulher mais importante para mim, embora eu não tenha sido para ela...
Só quero estar na vida de meu filho, pelo que me resta de vida, se ele decidir, depois de me conhecer que não quer alguma relação comigo, entenderei, mas não posso deixar que não houvesse a oportunidade, me entende?
Laura, ao ouvir as palavras do homem, soube que havia um pouco de verdade naquilo, ela precisamente estava vivendo um momento assim com o pai de sua filha.
— Bem, senhor Legrand, permitirei ver meu irmão, mas antes creio que nós devemos ser quem diga toda a verdade, depois disso o senhor aparecerá em sua vida, antes não.
— Obrigado... Laura! Sei que poderia entender...
Massimo olhava para sua filha e se surpreendia de como parecia ser a mãe galinha, isso e as outras atitudes, demonstravam que sua filha tinha amadurecido.
Como tudo, sua filha poderia ter momentos de fraqueza, podia fazer algum birra, mas isso era natural, no final era parte de crescer e amadurecer.
Depois daquilo, a reunião não se alongou mais, já que não era uma reunião para socializar, Laura terminou seu café e se levantou da mesa.
— Laura, obrigado pela confiança que vai me dar, Massimo, sei que é um tema difícil de tratar, mas creio que juntos podemos superar, Luciano, sei que você entenderá, assim como Laura, o fato de que só quero fazer parte da vida de meu filho e nada mais, não quero afastá-lo. — Disse Pierre tentando acalmar um pouco o coração acelerado da garota diante dele.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Prometo te amar. Só até ter que dizer adeus