Como se o destino quisesse que tudo se movesse, a hora chegou. Laura, Luciano, acompanhados de Massimo, saíram de casa.
Os filhos mais novos os viram sair, embora não dessem muita importância, já que, ultimamente, eles têm saído sem dizer para onde, então agora pensaram que seria o mesmo.
Laura estava nervosa, ainda mais nervosa do que quando foi falar com Adrien. Ela sabia que essa conversa definiria muitas coisas, mostraria a verdade da situação.
Embora ela estivesse certa de que seu irmão escolheria a família em vez daquela verdade dolorosa, Paolo era um adolescente e, quando se está nessa fase, pouco se sabe.
— Laura… Calma, filha! — Disse Massimo, olhando pelo retrovisor.
— Estou calma, pai! — Disse Laura, desviando o olhar do pai.
— Lau, irmã, tudo vai dar certo, apenas tente se acalmar e escutar.
Laura suspirou e tentou pensar em outra coisa. Do café em casa, levariam uns 40 minutos com o trânsito, o que lhe deu tempo para pensar na conversa do dia anterior.
Adrien parecia completamente diferente do que ela conhecia, não podia mentir, doía, realmente doía pensar e saber que ele estava com outra pessoa e, se tivesse que ser sincera consigo mesma, o que mais doía era, sim, sim, era o ego.
Longe dali, no lar dos Bianchi e Giorgi, Alice estava em um mar de lágrimas, a conversa que teve com o avô à noite a havia frustrado.
— Maldito! Maldito avô! Como diabos você não morre de uma vez? — Disse Alice, entre choro e frustração.
No escritório, Adrien tentava assimilar tudo o que havia acontecido.
— Minha vida, meu amor… Como você está? É hora de irmos para casa, já está tudo em ordem, já paguei e a senhorita vai te ajudar a se arrumar para irmos para casa.
Adrien não disse nada, apenas deixou-se ajudar pela enfermeira e, quando finalmente estava pronto, sentou-se em uma cadeira de rodas e foi levado para a saída pela mesma enfermeira.
Lá, Alice já o esperava no carro. Adrien, por outro lado, olhou para a frente e viu a mulher abrindo a porta para entrar. O homem olhou para os dois lados e sentiu uma grande opressão.
Sua vida não podia continuar igual. Se continuasse nesse mesmo caminho, ele acabaria cometendo uma loucura e não estava disposto a perder a única oportunidade de ver a filha crescer.
Bem na hora, um táxi acabava de chegar ao hospital, as pessoas desciam dele e ficava livre. Adrien não pensou duas vezes, caminhou até ele e entrou no veículo. Alice ficou paralisada ao ver essa reação, e apenas observou o marido ir embora em outro veículo.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Prometo te amar. Só até ter que dizer adeus