Hoje ela estava tão estranha.
— Não queria o presente? — Rafaela Ribas ergueu o canto dos lábios, sorrindo preguiçosamente. — Ou será que você não gosta deste presente?
Presente?
Fabiano Matos ficou atordoado por alguns segundos e reagiu subitamente.
Ela queria se dar como presente para ele?
Dentro de seu corpo, uma onda avassaladora e turbulenta se agitou.
Por um momento, Fabiano Matos não soube se deveria ficar feliz ou...
— Gosto, e também quero.
Fabiano Matos beijou o queixo da garota, controlando desesperadamente sua respiração instável:
— Mas não agora, espere mais um pouco, hum?
Ele não queria machucá-la.
— Entendi.
Rafaela Ribas estreitou os olhos, em silêncio:— Então você não quer.
Agarrando-se ao ponto chave, ela empurrou o ombro do homem, saiu de cima dele sem hesitação, amarrou o roupão com força e olhou para ele com frieza, sorrindo:
— Tudo bem, durma sozinho.
Dito isso, virou-se para sair.
Os olhos de Fabiano Matos escureceram levemente, e ele segurou o pulso dela a tempo, com um tom levemente em pânico:— Aonde você vai?
— Para o quarto ao lado. — A garota o encarou com indiferença e disse preguiçosamente: — A partir de hoje, quartos separados.
— O quê?
— Quando você conseguir, volte.
O rosto de Fabiano Matos escureceu instantaneamente.
Ela quis dizer que ele não conseguia agora?
Essa garota sabia muito bem o que ele queria dizer.
— Você sabe que não foi isso que eu quis dizer, não me provoque.
Fabiano Matos apertou os lábios finos, suas palavras soaram como se estivesse rangendo os dentes.

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