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Poxa, Cara, Para de me investigar! romance Capítulo 366

A primeira rodada começou.

O croupier pegou cinco copos de dados, mostrou que não havia nada de errado e, sob o sinal de Rafaela Ribas, os chacoalhou dez vezes cada um.

Enquanto chacoalhava.

Os três clientes do outro lado arregalaram os olhos, tensos, observando os copos de dados com atenção.

O dealer original, na posição principal, estava com o corpo tenso, ouvindo atentamente as instruções do chefe pelo fone de ouvido.

Em contraste, a pessoa no canto.

Estava reclinada preguiçosamente na cadeira macia, com as pontas dos dedos segurando uma ficha redonda, batendo distraidamente na mesa, e disse com indiferença:

— Podem aumentar a aposta ou não.

Os três homens se entreolharam e optaram por não aumentar.

Precisavam ver se aquele garoto realmente tinha alguma habilidade.

— E você? — O olhar de Rafaela Ribas caiu sobre o "dealer", e ela ergueu o queixo. — O Cassino do Submundo não seria tão mesquinho a ponto de não querer aumentar a aposta, certo?

Ao ouvir aquela "voz masculina" clara e nítida, os olhos do homem na sala interna se aprofundaram, e seu sorriso revelava um gelo sutil.

Provocando o Cassino do Submundo?

Não era velho, mas tinha muita coragem!

— Aumente em quinhentos mil.

Fabiano Matos sacudiu a cinza do cigarro, com os olhos baixos e a voz fria.

O dealer seguiu a ordem e empurrou quinhentos mil em fichas.

— OK.

Rafaela Ribas ergueu o queixo, com um toque de zombaria na voz.

— Abram.

Rafaela Ribas: três dados, 6, 6 e 1, totalizando treze pontos.

Os três homens, dois com pontos maiores e um com menor.

— Paguem. — Rafaela Ribas olhou de relance e deu a ordem para a pessoa ao seu lado.

Adler ficou parado.

Droga, ele só estava acostumado a receber dinheiro, nunca a dar.

Hugo foi mais obediente, pegou as fichas de cinquenta mil do menor e distribuiu as vinte fichas que tinha para os dois com pontos maiores.

O copo de dados do dealer foi lentamente aberto sob o olhar atento de todos.

Por um instante, a atmosfera congelou.

6, 6 e 2, quatorze pontos, apenas um ponto a mais que Rafaela Ribas.

Aquele jovem mestre era realmente jovem e arrogante, perdendo quinhentos e cinquenta mil logo de cara.

Ao ver os pontos, Rafaela Ribas sorriu levemente, seu tom ainda muito relaxado.

— Hugo, transfira o dinheiro.

— Sim.

Olhando para a mesa cheia de fichas, o antes desanimado Adler de repente ficou energizado como se tivesse tomado uma injeção de adrenalina, puxando animadamente as fichas para si.

Na primeira rodada, perdeu quinhentos e cinquenta mil.

Na segunda, ganhou um milhão e quinhentos mil, lucrando quase um milhão.

Ele não esperava que a chefe tivesse tanta sorte.

A terceira rodada começou.

O resultado foi o mesmo da segunda, Rafaela Ribas levou tudo.

O dealer apostou um milhão quinhentos e cinquenta mil, e os outros três, somados, quatrocentos e cinquenta mil.

No total, dois milhões.

— Ficamos ricos, ficamos ricos.

Adler murmurava animadamente enquanto colocava as fichas na cesta.

Em apenas alguns minutos, já havia ganhado três milhões.

— Continue. — Rafaela Ribas bateu na mesa, olhando para o croupier.

Os copos de dados continuaram a ser chacoalhados, e os rostos dos três homens mudaram um pouco.

Mas algumas centenas de milhares ainda eram pouca coisa para eles.

— Dois milhões e quinhentos mil.

Quando foi a vez do dealer aumentar a aposta, Fabiano Matos olhou indiferente para o vídeo de vigilância. Ele não acreditava que a sorte daquele garoto pudesse durar para sempre.

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