A primeira rodada começou.
O croupier pegou cinco copos de dados, mostrou que não havia nada de errado e, sob o sinal de Rafaela Ribas, os chacoalhou dez vezes cada um.
Enquanto chacoalhava.
Os três clientes do outro lado arregalaram os olhos, tensos, observando os copos de dados com atenção.
O dealer original, na posição principal, estava com o corpo tenso, ouvindo atentamente as instruções do chefe pelo fone de ouvido.
Em contraste, a pessoa no canto.
Estava reclinada preguiçosamente na cadeira macia, com as pontas dos dedos segurando uma ficha redonda, batendo distraidamente na mesa, e disse com indiferença:
— Podem aumentar a aposta ou não.
Os três homens se entreolharam e optaram por não aumentar.
Precisavam ver se aquele garoto realmente tinha alguma habilidade.
— E você? — O olhar de Rafaela Ribas caiu sobre o "dealer", e ela ergueu o queixo. — O Cassino do Submundo não seria tão mesquinho a ponto de não querer aumentar a aposta, certo?
Ao ouvir aquela "voz masculina" clara e nítida, os olhos do homem na sala interna se aprofundaram, e seu sorriso revelava um gelo sutil.
Provocando o Cassino do Submundo?
Não era velho, mas tinha muita coragem!
— Aumente em quinhentos mil.
Fabiano Matos sacudiu a cinza do cigarro, com os olhos baixos e a voz fria.
O dealer seguiu a ordem e empurrou quinhentos mil em fichas.
— OK.
Rafaela Ribas ergueu o queixo, com um toque de zombaria na voz.
— Abram.
Rafaela Ribas: três dados, 6, 6 e 1, totalizando treze pontos.
Os três homens, dois com pontos maiores e um com menor.
— Paguem. — Rafaela Ribas olhou de relance e deu a ordem para a pessoa ao seu lado.
Adler ficou parado.
Droga, ele só estava acostumado a receber dinheiro, nunca a dar.
Hugo foi mais obediente, pegou as fichas de cinquenta mil do menor e distribuiu as vinte fichas que tinha para os dois com pontos maiores.
O copo de dados do dealer foi lentamente aberto sob o olhar atento de todos.
Por um instante, a atmosfera congelou.
6, 6 e 2, quatorze pontos, apenas um ponto a mais que Rafaela Ribas.
Aquele jovem mestre era realmente jovem e arrogante, perdendo quinhentos e cinquenta mil logo de cara.
Ao ver os pontos, Rafaela Ribas sorriu levemente, seu tom ainda muito relaxado.
— Hugo, transfira o dinheiro.
— Sim.
Olhando para a mesa cheia de fichas, o antes desanimado Adler de repente ficou energizado como se tivesse tomado uma injeção de adrenalina, puxando animadamente as fichas para si.
Na primeira rodada, perdeu quinhentos e cinquenta mil.
Na segunda, ganhou um milhão e quinhentos mil, lucrando quase um milhão.
Ele não esperava que a chefe tivesse tanta sorte.
A terceira rodada começou.
O resultado foi o mesmo da segunda, Rafaela Ribas levou tudo.
O dealer apostou um milhão quinhentos e cinquenta mil, e os outros três, somados, quatrocentos e cinquenta mil.
No total, dois milhões.
— Ficamos ricos, ficamos ricos.
Adler murmurava animadamente enquanto colocava as fichas na cesta.
Em apenas alguns minutos, já havia ganhado três milhões.
— Continue. — Rafaela Ribas bateu na mesa, olhando para o croupier.
Os copos de dados continuaram a ser chacoalhados, e os rostos dos três homens mudaram um pouco.
Mas algumas centenas de milhares ainda eram pouca coisa para eles.
— Dois milhões e quinhentos mil.
Quando foi a vez do dealer aumentar a aposta, Fabiano Matos olhou indiferente para o vídeo de vigilância. Ele não acreditava que a sorte daquele garoto pudesse durar para sempre.

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