Droga! Por um instante, eles viram um lampejo de pânico nos olhos da chefe.
Um namoro e a chefe parecia outra pessoa.
— Raffi...
A chamada de voz foi atendida, e a voz de Fabiano Matos ecoou no carro silencioso. Adler, no banco do motorista, quase riu ao ouvir aquele apelido "fofo".
Raffi?
Fabiano Matos não fazia ideia do quão selvagem a chefe deles poderia ser!
Vendo a expressão de Adler, que mal conseguia segurar o riso, Rafaela Ribas franziu a testa e deu um chute na parte de trás do assento dele.
Doía muito, mas ele não ousou gritar.
O silêncio voltou ao carro, e só então Rafaela Ribas relaxou o tom de voz e disse suavemente: — Eu... estava tomando banho, não ouvi seu chamado.
Ao ouvir esse pronome, até o sempre calmo Hugo não pôde deixar de torcer os lábios, olhando constrangido pelo retrovisor.
— Depois do banho, vá dormir cedo.
Naquele momento, Fabiano Matos estava no último andar da base, olhando para as luzes da cidade através da janela de vidro.
— Uhum.
Rafaela Ribas respondeu suavemente, olhando para o relógio. — Descanse cedo também.
— Comporte-se.
Já era tarde, e Fabiano Matos não queria atrapalhar seu descanso. Após algumas palavras de recomendação, ele desligou o telefone.
Assim que a chamada terminou, o celular na bolsa de Hugo tocou.
— Chefe, é o telefone do seu homem.
Ao ouvir isso, Rafaela Ribas franziu a testa, pegou o celular, pigarreou e atendeu.
— Julia.
Rafaela Ribas abriu a boca, imitando a voz e o tom de Julia: — Senhor Matos, por favor, suas ordens.
— Mande fechar todas as janelas do meu quarto. E coloque dois homens de guarda na porta. Se houver qualquer problema, não importa o quão tarde seja, me ligue imediatamente.
— Sim.
— Acorde-a às sete da manhã. Ela só gosta de geleia de morango, o pão tem que ser integral, e descasque os ovos para ela.
Rafaela Ribas: ......
Aquele homem a conhecia melhor do que ela mesma.
Ela não tinha tomado muito do último lote de remédios, então ainda aguentaria por alguns dias.
Uma semana seria um pouco arriscado.
Ela precisava resolver tudo o mais rápido possível e sair daquele lugar miserável.
Depois de tomar o remédio, Rafaela Ribas tirou uma camisa masculina branca da bolsa, abraçou-a suavemente e fechou os olhos, relaxando.
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Naquele momento.
Sob o mesmo céu.
Fabiano Matos, vestindo um roupão folgado, estava sentado no sofá com um cigarro entre os dedos, olhando com ternura para a garota na tela do computador e sorrindo com resignação.
Ah.
Ele não era mais um jovem de dezessete ou dezoito anos, mas estava com insônia por sentir falta dela.
Felizmente, ela era bem-comportada, então ele não precisava se preocupar.
Fabiano Matos deu uma tragada no cigarro, soltou a fumaça e digitou no teclado: Me dêem os dados mais recentes do cassino e da pesquisa sobre o B20.

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