Depois do café da manhã, Fabiano Matos levou Rafaela Ribas para a escola.
Dentro do carro.
A garota recostou-se relaxadamente no assento, suas pernas retas e longas cruzadas naturalmente sobre as coxas de Fabiano Matos, balançando distraidamente.
Os jogadores do time adversário foram todos derrotados por ela e saíram correndo, Rafaela Ribas ergueu levemente as sobrancelhas, de bom humor, recolheu suas habilidades.
Nem um segundo se passou, e o jogador adversário tentou enganá-la com um ataque surpresa.
— Idiota!— Os olhos da garota esfriaram de repente, ela controlou rapidamente a direção.
O adversário morreu instantaneamente.
Fabiano Matos estava sentado ao lado dela, com a mão direita apoiada em sua cintura, e ao ouvir suas palavras, apertou levemente com o dedo indicador e a chamou baixinho: — Não pode falar palavrão.
A garota levantou o queixo, os olhos escuros limpos e brilhantes; ao olhar para o belo rosto do homem, as sobrancelhas franzidas foram relaxando gradualmente:— Oh.
— Vou partir ao meio-dia. — Fabiano Matos se aproximou um pouco mais, seu queixo roçando de leve no ombro da garota, a voz profunda e grave. — Comporte-se em casa, entendeu?
— Eu não me comporto normalmente?
Rafaela Ribas tinha um sorriso nos cantos dos olhos, seus lábios se curvando em desafio.
Fabiano Matos não disse nada, apenas a encarou.
Rafaela Ribas sentiu-se um pouco culpada sob seu olhar, desfez o sorriso e desviou o olhar. — Estou quase com dezenove anos, não sou mais uma criança.
— Para mim, você é. — Fabiano Matos riu, incapaz de resistir a abraçá-la com mais força. — Deixe-me te abraçar.
Assim que terminou de falar, ele a puxou para seu colo, de frente para ele, com uma relutância evidente em seus olhos.
Pensar em ficar longe dela por uma semana o deixava desconfortável, relutante em partir.
Rafaela Ribas sentou-se docilmente em seu colo, inclinando-se ligeiramente para a frente. O colarinho de sua roupa caiu, revelando sua bela clavícula.
— Cof, cof. — A expressão de Fabiano Matos mudou sutilmente, seus lábios se curvaram em um sorriso, e ele a persuadiu suavemente: — Da próxima vez, não me provoque.
Os olhos de Fabiano Matos escureceram. Ele estava prestes a "disciplinar" a garota, mas Rafaela Ribas foi mais rápida, retirando a mão abruptamente.
— Então, boa viagem.
Depois de falar, a garota pegou sua mochila e correu para longe como uma lufada de vento.
Observando as costas da garota, Fabiano Matos curvou os lábios em um sorriso extremamente desamparado.
— Senhor Matos, vamos para o consórcio agora?
Com a Raffi encrenqueira finalmente longe, Lúcio ousou falar.
— Sim. — Fabiano Matos respondeu secamente, acendendo um cigarro e o segurando entre os dentes. A fumaça azul-esbranquiçada se espalhou, dando ao rosto incrivelmente belo do homem um toque de malícia fria.
Era como se fosse outra pessoa, completamente diferente de como estava diante da garota momentos antes.
— Encontre algumas pessoas para proteger Rafaela secretamente. — Fabiano Matos apoiou a mão na janela do carro, batendo a cinza do cigarro, sua voz com um toque de frieza. — Não quero que minha garota tenha nenhum problema ou sofra qualquer injustiça.

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