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Poxa, Cara, Para de me investigar! romance Capítulo 345

— Certo.

Fabiano Matos respondeu com indiferença, suas longas pernas envoltas em calças de terno saíram do carro. Ele se inclinou levemente. — Chegamos em casa.

Rafaela Ribas colocou a mão na palma de Fabiano Matos e saiu com ele.

— Senhorita Ribas, cuidado ao andar.

Ao ouvir as palavras bajuladoras de Lúcio, Rafaela Ribas ergueu preguiçosamente o olhar, seus olhos se estreitaram. — Lúcio voltou?

— Senhorita Ribas...

Com aquele sorriso de Rafaela Ribas, Lúcio sentiu que metade de sua vida se foi.

Ele gritava por dentro: Minha senhora, por favor, não me elogie mais na frente do Senhor Matos.

Da última vez, por causa de um simples "atencioso" dela, ele foi enviado pelo Senhor Matos para o Egito por uma semana, quase virou uma múmia e morreu lá.

— Você...

— Senhorita Ribas, estou bem, obrigado pela sua preocupação. — Lúcio a interrompeu apressadamente, quase se ajoelhando para implorar a essa pequena tirana.

Rafaela Ribas sorriu com prazer, ergueu o queixo e encontrou o olhar significativo do homem, sussurrando: — Lúcio ficou mais moreno e mais feio.

— Sim, ele sempre foi feio. — Fabiano Matos sorriu e levou Rafaela Ribas em direção ao saguão.

Lúcio soltou um grande suspiro de alívio.

Sua vida estava salva, por enquanto.

Depois que os dois entraram, Eduardo Matos pegou a mochila de Rafaela Ribas, aproximou-se de Lúcio e perguntou curioso: — Você ofendeu meu irmão?

Lúcio enxugou o suor.

— Ofender o Senhor Matos é a morte. Ofender a Senhorita Ribas é pior que a morte.

Então as duas vezes que ele o denunciou foi porque Rafaela o pegou em flagrante, e por isso o Irmão o puniu?

Vendo a expressão miserável de Lúcio, Eduardo Matos sentiu um arrepio inexplicável na espinha, um suor frio percorreu seu corpo.

Sua mente só conseguia pensar em uma coisa: ofender Rafaela é pior que a morte.

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Eduardo Matos tomou banho.

Com a folha de exercícios na mão, ele queria ir ao quarto de Rafaela Ribas para tirar uma dúvida.

Uma mensagem apareceu no chat em grupo. Adler: Chefe, as finanças estão no vermelho.

Os dez milhões da última vez não serviram para nada, foram quase todos gastos na compra de materiais.

Ao ver a mensagem de Adler, o rosto pálido da garota se contraiu, e um traço de irritação passou por seus olhos.

Após alguns segundos de silêncio, ela digitou algumas palavras: O trabalho de dublagem, eu aceito.

Pensou um pouco e digitou outra frase: O contrato do Continente M, também aceitei.

Adler: Certo, vou avisar o Hugo. Ele irá com você na hora.

Deixar a chefe ir sozinha, eles não ficariam tranquilos.

— Certo.

Ela clicou em enviar, saiu da página de bate-papo e abriu o vídeo do filme.

Era a mesma cena que ela havia fechado antes, a tela ainda mostrava o homem e a mulher em um abraço íntimo.

Rafaela Ribas franziu a testa levemente e, quando estava prestes a avançar o vídeo, uma mão bonita e bem definida apareceu de repente na sua frente e pegou o tablet.

Antes que ela pudesse reagir, a figura alta do homem a pressionou como uma montanha, e seu rosto impecável e bonito se aproximou do dela.

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