Alguns minutos depois.
Sara Ribas foi chamada ao escritório do diretor.
Ela vestia o uniforme escolar, uma blusa branca por dentro e uma saia preta curta, com seus longos cabelos lisos caídos sobre os ombros.
Ao entrar no escritório, ela ainda segurava um livro de exercícios, parecendo a imagem de uma aluna exemplar.
— Professor Brito, ouvi dizer que o senhor me chamou?
Ao ver Sara Ribas, o Professor Brito agarrou-a como se fosse sua tábua de salvação, puxando-a para seu lado e perguntando com urgência:
— Professor, quero te perguntar, o caso de Lisa Couto contratar um hacker para incriminar Rafaela Ribas não tem nada a ver com você, certo?
Na sua impressão, Sara Ribas era uma aluna de boas notas, educada e bem-comportada.
Jamais faria algo assim.
Ao ouvir isso, Sara Ribas olhou para a chorosa Lisa Couto, e após alguns segundos, desviou o olhar friamente para Rafaela Ribas.
Quando seus olhos encontraram o olhar gélido e mortal da garota, seu coração tremeu violentamente, e seus dedos se apertaram instintivamente.
Embora Sara Ribas se sentisse culpada, ela manteve uma expressão calma no rosto, falando com uma voz suave:
— Professor Brito, que hacker? Não estou entendendo.
Sua reação, tão frágil e inocente, parecia extremamente sincera.
— O que aconteceu, afinal? — Sara Ribas apertou o livro contra o peito, virando-se para Lisa Couto com uma expressão de surpresa. — Lisa, por que você se envolveu com um hacker?
Ela não havia feito nada diretamente, então o assunto realmente não tinha nada a ver com ela.
Não havia motivo para ter medo.
A culpa era da estupidez de Lisa Couto.
Uma ótima atriz, seria um desperdício não seguir carreira no entretenimento.
Rafaela Ribas estava sentada no sofá, seus olhos límpidos semicerrados, o rosto sem expressão.
Mas apenas por estar sentada ali, mesmo em silêncio, a aura fria que emanava dela exercia uma pressão imensa.
— A culpa é toda minha. Diretor, Professor Brito, por favor, me punam! Eu aceito a punição de bom grado!
— Menina boba, isso não tem nada a ver com você. — Professor Brito consolou Sara Ribas com pena, e continuou. — Diretor, este assunto é muito grave, como o senhor acha que devemos proceder?
— Uma aluna com um caráter tão depravado não pode mais permanecer na Escola Saint. Cancelem a matrícula dela, notifiquem a família para que venham buscá-la.
Este incidente quase destruiu a reputação centenária da Escola Saint, e o diretor estava furioso.
Cancelar a matrícula?
Faltavam apenas dois meses para o vestibular...
Ao ouvir as palavras do diretor, Lisa Couto ficou paralisada, sentindo como se todo o sangue tivesse sido drenado de seu corpo, seu rosto ficou mortalmente pálido.
Enquanto isso, Sara Ribas permanecia ao lado como se nada estivesse acontecendo, em silêncio.
Por que ela não explicava?
Sara sabia de tudo o que ela estava fazendo.

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