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Poxa, Cara, Para de me investigar! romance Capítulo 318

No final do estudo noturno.

Eduardo Matos arrumou a mochila de Rafaela Ribas, observando cuidadosamente sua expressão.

Rafaela não parecia estar de bom humor hoje. Ela apenas olhava para o celular e mal lhe dirigia a palavra.

Talvez ela realmente não tivesse se saído bem na prova.

Da última vez que a dedurou, ele foi punido com várias folhas de exercícios.

Desta vez, ao se preocupar com Rafaela, seu irmão certamente ficaria grato, não é?

Eduardo Matos entregou a mochila para Rafaela Ribas e, depois que a garota se afastou, pegou o celular e enviou uma mensagem para Fabiano Matos.

[Irmão, Rafaela se saiu mal na prova e está de mau humor. Consola ela, por favor.]

Depois de enviar, ele se sentiu orgulhoso por um bom tempo.

Ele devia ser o cunhado mais atencioso do mundo.

Quando seu irmão soubesse, com certeza o elogiaria muito, certo?

Ele era mesmo um gêniozinho em agradar aO irmão.

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A noite estava enevoada, a lua brilhante suspensa no céu.

Sob uma árvore frondosa, um carro esportivo preto caríssimo estava estacionado na beira da estrada.

Fabiano Matos estava em pé em frente ao carro, um cigarro entre os dedos da mão esquerda, a brasa brilhando na escuridão.

Na mão direita, ele segurava o celular, seus dedos longos deslizando pela tela.

Ao ler o conteúdo da mensagem, seus olhos escuros se estreitaram ligeiramente, e ele soltou preguiçosamente uma nuvem de fumaça branca, exalando uma indescritível aparência de um "cavalheiro canalha", com uma aura ascética.

Alguns segundos depois.

O homem desligou o celular, guardou-o no bolso e olhou para o portão da escola.

Ele viu Rafaela Ribas carregando sua mochila, a cabeça ligeiramente baixa, as mãos nos bolsos, caminhando lentamente em sua direção.

A garota era muito pontual.

O estudo noturno terminava às dez, e ela nunca ficaria na sala até dez e um.

Fabiano Matos ergueu uma sobrancelha, apagou a ponta do cigarro e a jogou na lixeira, antes de caminhar em direção à garota.

Imediatamente, ele pegou a mochila de sua mão, depois segurou sua mão e a beijou, sua voz rouca.

— Por que está tão fria?

Rafaela Ribas o observou em silêncio, sem dizer nada.

Rafaela Ribas parou, virando o rosto em confusão, e olhou para Fabiano Matos de forma estranha:

— Quando terminar, é só colocar na mochila.

Mal terminou de falar, ela foi puxada com força para trás, caindo firmemente no colo do homem.

Fabiano Matos estava sentado na cadeira, e ela estava sentada... em suas pernas.

Essa posição...

Não parecia certa.

— O que você está fazendo?

Rafaela Ribas se mexeu desconfortavelmente, o rosto levemente corado, e perguntou em voz baixa.

— Não se mexa! — Fabiano Matos segurou sua cintura fina, apoiou o queixo em seu ombro e, com a outra mão, pegou a folha de exercícios e a abriu. — A partir de hoje, vou supervisionar você fazendo a lição de casa.

O quê?

Supervisionar a lição de casa?

O que deu nele esta noite?!

— Faltam dois meses, ainda dá tempo de recuperar. — Fabiano Matos bateu a ponta da caneta na folha.

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