— Se realmente quer me dar algo, que seja uma mesada.
— Como você quiser. — Samuel Carneiro sorriu.
Ele pediu que Rafaela Ribas pegasse o celular e abrisse o código de pagamento.
— Descanse cedo, se não for suficiente, peça mais ao Irmão Samuel.
Rafaela Ribas assentiu levemente, olhou para baixo e ficou chocada.
Um, dez, cem, mil... cinco zeros.
Cinquenta mil de mesada?
Que generosidade!
Rafaela Ribas curvou os lábios levemente, saiu da carteira digital e olhou novamente para a página de bate-papo.
Ainda estava silenciosa, a última mensagem era da noite anterior.
A garota bufou, irritada, silenciou o celular e o jogou de lado, fechando os olhos.
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À noite.
Após o jantar na casa da Família Carneiro.
O Velho Senhor acompanhou pessoalmente Rafaela Ribas até o carro, junto com uma pilha de presentes cuidadosamente selecionados.
— Faltam apenas dois meses para o vestibular, certo?
O Velho Senhor segurava a mão esquerda de Rafaela Ribas, e Débora Galindo, a direita.
Samuel Carneiro estava à esquerda, e seu tio, à direita.
Os quatro olhares estavam grudados em Rafaela Ribas, relutantes em deixá-la partir.
André Carneiro, sentado no banco do motorista, com as mãos nos bolsos e um leve sorriso no rosto, parecia indiferente e despreocupado.
Ele achava a cena à sua frente um tanto exagerada.
Não era como se ela nunca mais fosse voltar, não havia necessidade de tanta despedida.
— Sim. — Rafaela Ribas respondeu obedientemente.
— Não se pressione demais, vá para a faculdade que conseguir passar. Se não passar, o avô te sustenta. — Disse o Velho Senhor com orgulho.
— Pai, a Rafaela é muito inteligente, ouvi dizer que ela até ficou em primeiro lugar em física. — Débora Galindo olhou para a garota com um sorriso radiante, cheia de alegria. — Depois que se formar, se quiser entrar no mundo do entretenimento, eu te ajudo.
André: ......Melhor não, ele não se atreveria a agenciar a Professora Voice.
— Se quiser estudar medicina, seu Irmão Samuel... — Pensando que o trabalho do filho não era adequado para uma garota, Débora Galindo mudou de ideia. — Embora seu Irmão Samuel seja médico legista, ele ainda é um médico, pode ajudar um pouco.
— Amanhã você tem aula, volte para descansar.
— Isso, isso, volte primeiro, volte primeiro.
Henrique Carneiro sorriu sem graça, mesmo querendo muito convencer Rafaela a herdar a fortuna da família.
Diante da esposa, ele era um covarde.
— —
Saindo da casa da Família Carneiro.
O carro não tinha ido muito longe quando viram um homem encostado em seu carro, fumando.
Sua postura era ereta, seus traços faciais refinados, e seu casaco preto balançava ao vento, transmitindo uma aura de distanciamento arrogante em cada gesto.
Ao ouvir o som, o homem apagou o cigarro, pegou 98K e caminhou na direção deles.
André Carneiro murmurou:— Só esse rosto mesmo para ser digno de você. Caso contrário, eu já o teria matado.
Rafaela Ribas olhou brevemente para Fabiano Matos, sua voz rouca:— Pode bater.
André Carneiro: — Hã?
Ela não ia mais protegê-lo?

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