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Poxa, Cara, Para de me investigar! romance Capítulo 288

O homem se levantou, ajoelhou-se no sofá e, com um secador de cabelo, começou a secar gentilmente o cabelo dela.

Rafaela Ribas se moveu para frente, sua testa tocando o peito forte do homem, o aroma fresco e agradável dele preenchendo suas narinas.

Ele era bom, sua família também era boa.

Ter um namorado assim não parecia nada mal.

Enquanto divagava, o secador parou. Rafaela Ribas se afastou do peito do homem.

Em poucos segundos, voltou ao lado de Fabiano Matos com a mochila nas mãos.

Então, silenciosamente, começou a tirar os deveres de casa de fim de semana, um por um.

Fabiano Matos largou o secador de cabelo, aproximou-se, com o peito aquecido encostando nas costas da menina, com a voz grave.

— Tão tarde e ainda vai fazer lição? Deixe para amanhã.

Rafaela Ribas lançou-lhe um olhar indiferente e compreensivo, sem dizer nada, sem parar o que estava fazendo.

Eram sete provas, quatro séries de exercícios e duas redações.

Era, para dizer o mínimo, insano.

Com a lição de casa arrumada, a garota jogou a mochila de lado, virou-se para encarar Fabiano Matos e seus lábios rosados se abriram.

— Eu... pode ajudar a sua namorada com a lição de casa?

— ...O quê? — Os olhos do homem se estreitaram, com um toque de confusão, encarando Rafaela Ribas sem piscar, antes de sorrir e dizer em voz baixa: — Raffi, você está brincando comigo?

A garota franziu os lábios, agarrou o colarinho do homem e o puxou para baixo com força.

Então, na ponta dos pés, ela o beijou nos lábios sem hesitar. — Eu... ainda quer a sua namorada ou não?

Suas sobrancelhas estavam arqueadas, o tom de voz mimado.

A respiração de Fabiano Matos ficou irregular. Ao se recuperar, ele instintivamente envolveu a cintura dela com as mãos. — Um negócio tão vantajoso, não há motivo para recusar, não é?

— Hum, é verdade. — Os lábios vermelhos de Rafaela Ribas se curvaram, seus dedos finos e brancos tocaram o peito do homem e ela o beijou novamente. — Hora de fazer a lição de casa... namorado.

Os nervos de Fabiano Matos se tencionaram, sua garganta se moveu e ele se inclinou para beijá-la novamente.

Neste momento, no hospital.

Samuel Carneiro já estava com o traje estéril e, ao lado de um grupo de professores extremamente animados, formava um contraste marcante.

A pressão era baixa, seu rosto bonito estava gelado como o gelo, resumindo-se em duas palavras: irritado!

— Faltavam cinco minutos, quando ela chegaria?

O homem olhou para o relógio, seu semblante sombrio transmitia um descontentamento enorme com Noite.

Arrogante e sem noção de tempo.

O mais importante, porém, é que por causa dela, ele mais uma vez perdera a chance de ver a irmã.

— Eu dou dois minutos, se ela não chegar até lá, eu vou...

Nesse momento, o som apressado dos passos do assistente e uma voz animada ecoaram na porta.

— A Professora Noite chegou!

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