Ao telefone, ouvia-se o lamento da senhora Matos. — Filomena, minha cabeça dói.
Fabiano Matos também ouviu a voz, um leve sorriso se formando em seus lábios. — Fingindo de novo?
A expressão de Filomena era de constrangimento. — Desta vez, a senhora não está fingindo.
O diamante que estava ao seu alcance escapou, deixando-a furiosa.
Fabiano Matos ficou em silêncio por alguns segundos, olhando para a garota em seus braços, e perguntou em voz baixa e suave: — Raffi, quer ir para casa comigo?
— Aquela mansão da última vez?
— Sim. — Fabiano Matos afastou uma mecha de cabelo de sua testa, seus olhos gentis escondendo um traço de preocupação, a voz rouca. — A saúde da vovó parece estar com algum problema.
A senhora que ela salvou da beira da morte, que acordou no meio do processo e sorriu para ela de forma ingênua?
A garota não disse nada, talvez estivesse com medo de conhecer a família.
— Fique tranquila, a vovó é uma pessoa muito boa. — Fabiano Matos apertou sua bochecha, tranquilizando-a em voz baixa. — Ela gosta muito de você e já queria te conhecer há muito tempo.
Rafaela Ribas pensou por um momento e respondeu com um preguiçoso "Sim".
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Meia hora depois.
Um pátio magnífico e antigo apareceu diante deles, com um portão de ferro preto esculpido de dez metros de comprimento abrindo-se para os dois lados.
O carro esportivo preto entrou lentamente na propriedade.
Os seguranças de pé na entrada, com ar vigoroso, inclinaram a cabeça respeitosamente, prontos para cumprimentar, mas viram Fabiano Matos fazer um gesto de "silêncio".
Todos os seguranças: — ......
Caramba. O sol nasceu no oeste?
O Jovem Mestre trouxe uma mulher para casa!
Olhando para a garota aninhada em seus braços, com apenas a cabecinha à mostra, o coração de Fabiano Matos se derreteu.
A primeira vez que a viu foi no portão.
Quem diria que, depois de tanto tempo, ao voltar, ela já estaria em seus braços.
O homem sorriu levemente, a mão grande acariciando o topo da cabeça da garota, um sorriso profundo em seus olhos.
O carro esportivo fez várias curvas e finalmente parou em frente a uma pequena vila independente de estilo clássico.
— O que foi, essa pressa toda?
A senhora Matos enfiou um grande pedaço de doce na boca, falando de forma abafada: — O que for, diga depois, vou comer algo primeiro.
— O Jovem Mestre voltou...
Filomena engoliu em seco, tão nervosa que mal conseguia falar.
— Voltou e voltou, não é como se eu nunca o tivesse visto. — A senhora Matos enfiou mais um pedaço na boca, com uma expressão de indiferença.
— Não, também... — Filomena finalmente se acalmou e completou a frase: — O Jovem Mestre trouxe a Senhorita Ribas com ele.
O quê? A Rafaela veio junto?
Ao ouvir as palavras de Filomena, a senhora Matos ficou tão agitada que quase engasgou.
Deve ter sido porque ouviu que ela estava com dor de cabeça que aquele moleque finalmente se dignou a trazer a Rafaela.
Só que foi muito repentino, ela não estava preparada!
— Rápido, tire tudo, tire tudo daqui! — A senhora Matos cuspiu o bolo na lixeira, limpando a boca enquanto subia as escadas apressadamente. — Filomena, vou me deitar primeiro. Lembre-se, minha cabeça dói, dói tanto que não consigo comer nada...
Filomena teria que atuar novamente, e sua expressão desabou.

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