Em contrapartida, a garota ao lado de Fabiano Matos...
Estava sentada no sofá, jogando em seu celular.
Ela também não demonstrava grande interesse naquele diamante rosa-púrpura de preço exorbitante.
— Abra a boca. — Fabiano Matos cortou a maçã descascada em fatias, comeu um pedaço para confirmar que não estava azeda e só então a levou à boca da garota, dizendo com ternura: — Só pode comer metade.
Em dias especiais, não se deve comer coisas muito frias.
Ao ouvir isso, os cílios longos e densos da garota se ergueram, e seus belos olhos límpidos pousaram no homem, os cantos de seus lábios se curvando.
Ela abriu a boca e comeu.
— Está gostoso?
Rafaela Ribas franziu a testa.
Fabiano Matos imediatamente largou a maçã e pegou as uvas lavadas ao lado. — Estas não são muito doces.
Rafaela Ribas ergueu os olhos e viu um cacho de uvas à sua frente, de cor vermelho-clara, excepcionalmente frescas.
Ela ergueu as sobrancelhas, com um toque de surpresa nos olhos.
Uvas Ruby Roman, originárias do Japão, sem sementes, que já foram vendidas em leilão por trinta e cinco mil por cacho.
Aquele cacho tinha apenas 24 uvas.
Na caixa à sua frente, havia pelo menos um quilo...
Calculando pelo preço exorbitante, cada uva custava alguns milhares.
Parece que o Fabiano era ainda mais rico do que ela imaginava.
Rafaela Ribas piscou, pegou uma uva e comeu.
A doçura era moderada, do jeito que ela gostava.
Ela comeu várias seguidas, sem conseguir parar.
Até que, quando estendeu a mão para pegar mais, seu pulso foi subitamente segurado, e o calor do corpo dele se espalhou por seus dedos.
— Hum?
— Estão um pouco frias. Se comer demais, você vai se sentir mal. — Fabiano Matos pegou um guardanapo e limpou delicadamente os dedos da jovem. — Espere até seu corpo se recuperar, então eu te dou mais para comer, obedeça.
Com um olhar, Lúcio imediatamente levou as uvas para longe.
A garota desligou o celular, colocou-o de lado e baixou os olhos, parecendo profundamente magoada, muito infeliz.
A senhora foi até o dispositivo de lances, colocou as mãos na cintura e bateu com força.
— Comprador número oito, noventa e cinco milhões.
Ao ouvir esse preço, na sala ao lado, Samuel Carneiro franziu a testa.
Todos os seus bens somados davam pouco mais de cinquenta milhões.
Claramente, o oponente não tinha intenção de parar. Continuar a dar lances só faria o preço subir ainda mais.
Samuel Carneiro olhou para o andar de baixo com um olhar profundo, seus dedos batucando na mesa, a expressão pensativa.
— Noventa e cinco milhões, dou-lhe uma...
— Noventa e cinco milhões, dou-lhe duas...
A contagem regressiva do leiloeiro começou, sinalizando o fim do leilão.
Assim que a terceira contagem terminasse e o martelo batesse, o destino do diamante rosa-púrpura estaria selado.
Como o comprador número sete não deu mais lances, Dona Matos ficou exultante.
Ela até já tinha planejado como criaria o cenário perfeito para entregar o diamante.

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