— De novo.
Fabiano Matos puxou o cobertor, cobrindo suavemente o corpo da garota, e suspirou.
— Como você dormia quando eu não estava aqui?
Ele nunca havia interferido deliberadamente em seu passado.
Mas agora, ele queria entender.
Ele queria saber tudo sobre ela.
— Raffi... — Fabiano Matos se inclinou, a ponta de seus dedos roçando a testa de Rafaela Ribas, enquanto ele sussurrava suavemente. — É melhor que você não tenha nenhum primeiro amor platônico ou algo do tipo, senão...
O homem fez uma pausa, então seus lábios se curvaram em um sorriso, seus olhos cheios de uma emoção resignada e indulgente.
Mesmo que tivesse, não importava.
A partir de agora, ele seria dela.
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Rafaela Ribas foi acordada pela dor.
Ela se mexeu, sentindo seus membros como se estivessem amarrados, completamente imóveis.
A garota franziu a testa e abriu os olhos sonolenta.
Diante dela, havia um homem vestindo um pijama cinza, de frente para ela, abraçando-a gentilmente.
Seu cérebro travou por um instante.
Sua primeira reação foi: como Fabiano Matos entrou em seu quarto?
Mas quando seus olhos se ajustaram e a clareza voltou, ela desejou poder cavar um buraco e se esconder.
Pelo visto, foi ela quem invadiu o quarto dele...
E o mais importante, ela não tinha nenhuma memória disso.
Será que foi sonambulismo?
Rafaela Ribas franziu a testa com força, sua mente uma confusão.
Antes, quando tinha crises, ela se dedicava a atividades "físicas" como quebrar coisas. Por que, desde que chegou aqui, aprendeu a invadir o quarto dos outros?
Não era de se admirar que o olhar de Fabiano Matos para ela nas últimas vezes parecesse estranho.
Ela não teria feito nada com ele, teria?!
Ele também era um homem, um homem normal.
Especialmente na frente dela, seu autocontrole era quase nulo.
O homem se controlou com todas as suas forças, levou Rafaela Ribas de volta para o quarto dela, e olhou para o rosto da garota com um olhar terno, sua voz rouca.
— Sua garota, cada vez mais ousada.
— Parece que preciso ter uma conversa séria com você sobre isso.
O olhar de Fabiano Matos pousou nos lábios vermelhos da garota, sua respiração ainda irregular.
Ele se levantou, controlando-se, e caminhou até a porta.
Mas, como se lembrasse de algo, ele se virou abruptamente e voltou para a cama.
Inclinando-se, ele segurou o queixo da garota e deixou um beijo relutante no canto de seus lábios.
— Fica me devendo. Cedo ou tarde... farei você pagar com juros!
Ouvindo o som da porta se fechar.
A garota na cama enterrou o rosto nos cobertores e sorriu com os olhos semicerrados.

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