Exatos dez minutos depois.
Ruan Pereira entrou correndo na delegacia, tropeçando.
Ao ver os dois sentados no sofá, sentiu o sangue gelar em suas veias. Ele imediatamente se curvou e cumprimentou com submissão.
— Senhor Matos, Senhorita Ribas. Foi minha falha na educação que permitiu que meu filho rebelde errasse repetidamente.
— Pai...
Ao ouvir a voz de Marcelo Pereira, Ruan Pereira se virou, foi até ele e deu-lhe um tapa.
*PÁ!* O rosto de Marcelo Pereira virou com o golpe. Antes que pudesse reagir, ele recebeu um chute no joelho.
Ele foi forçado a se ajoelhar, e Ruan Pereira o arrastou para a frente de Fabiano Matos e Rafaela Ribas.
— Peça desculpas à Senhorita Ribas!
Marcelo Pereira só queria dar uma lição em Evelise Faria para desabafar. Ele não esperava que os três aparecessem no meio do caminho. Com o temperamento à flor da pele, ele perdeu o controle, resultando nesta situação...
Agora, tendo provocado a vinda de Fabiano Matos, ele estava genuinamente apavorado.
— Eu errei, eu realmente sei que errei...
Marcelo Pereira se curvou em agonia, pedindo desculpas incessantemente.
— Senhorita Ribas, ele realmente sabe que errou, por favor, perdoe-o!
A testa de Ruan Pereira estava coberta de suor frio. Ele sabia que seu filho havia causado um grande problema desta vez e continuava a implorar por ele.
Rafaela Ribas não disse nada, apenas entregou o celular a Fabiano Matos.
Nele, havia um vídeo dos homens de Marcelo Pereira agredindo e ameaçando Evelise Faria e sua avó.
Fabiano Matos segurou o celular, uma pitada de fúria em sua testa. Ele se inclinou para perto do ouvido da garotinha e sussurrou suavemente: — Seja boazinha, espere por mim lá fora.
Rafaela Ribas ergueu o olhar para ele, levantou-se e saiu.
Vendo Rafaela Ribas sair, Eduardo Matos e os outros dois olharam cautelosamente para Fabiano Matos. Ao perceberem a expressão do homem se tornando instantaneamente fria, eles o seguiram para fora.
Nesse momento.
Na sala, restavam apenas Ruan Pereira e seu filho, o policial e Fabiano Matos.
— Quanto à agressão, lide com isso como deve ser feito. — Fabiano Matos segurou o celular da garotinha, sua expressão fria, seu tom gélido.
Ruan Pereira congelou. Antes que pudesse se recuperar, outro grito de dor ecoou.
Fabiano Matos retirou a faca e, sem hesitar, a cravou na mão esquerda de Marcelo Pereira.
Esses dois golpes, rápidos e cruéis, cortaram diretamente as veias de suas mãos.
Essas mãos estavam, essencialmente, aleijadas.
— De agora em diante, não quero mais ver sua família na Capital. — Fabiano Matos se levantou, limpando o sangue de suas mãos com nojo, e disse sinistramente: — Caso contrário, não serão apenas as mãos que ficarão aleijadas.
Com isso, o homem pegou o casaco do sofá e saiu com uma postura nobre, como se nada tivesse acontecido.
O policial, ouvindo os gritos, correu para dentro e, ao ver a cena sangrenta, perguntou chocado.
— O que aconteceu com o Senhor Marcelo Pereira?
Ruan Pereira, caído no chão, pálido como a morte, respondeu: — Ele se esfaqueou acidentalmente.
Ele se feriu sozinho?
E ainda feriu as duas mãos?

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