A cadeira se despedaçou instantaneamente e caiu no chão.
— Rafaela, você está bem?!
Eduardo Matos e Sidney Rocha se levantaram imediatamente, seus olhares fixos na mão de Rafaela Ribas.
O pulso branco da garota estava com uma grande mancha vermelha, e a pele estava visivelmente inchada.
— Rafaela...
Evelise Faria se espiou pela fresta da porta e, ao ver Rafaela Ribas ferida, correu apressadamente para fora.
— Está muito inchado.
Marcelo Pereira não esperava que Rafaela Ribas fosse tão forte a ponto de usar a mão para bloquear uma cadeira, e recuou vários passos, assustado.
Ele quis fugir.
No entanto, assim que chegou à porta, deu de cara com a polícia e os médicos que haviam chegado.
As pernas de Marcelo Pereira fraquejaram e ele desabou no chão.
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Meia-noite.
Delegacia.
Cerca de dez capangas, após receberem tratamento básico para seus ferimentos, estavam agachados em um canto, desalinhados.
Eduardo Matos e seu grupo estavam de pé, com ar despreocupado.
— Quem começou a briga? Falem!
Um policial de meia-idade, usando óculos e segurando uma xícara de chá quente, passou o olhar lentamente sobre eles.
— A culpa é dele!
Ao ouvir a pergunta, Evelise Faria levantou a cabeça e apontou para Marcelo Pereira, acusando-o com agitação: — Foi Marcelo Pereira quem invadiu minha casa primeiro com seus homens, agrediu minha avó, e meus amigos só me ajudaram.
— Foi claramente por causa de um desentendimento entre nós, e eu, sentindo-me culpado, fui até sua casa para pedir desculpas.
Marcelo Pereira ergueu as sobrancelhas, com um sorriso zombeteiro nos lábios, e rebateu.
Eduardo Matos, Sidney Rocha e Evelise Faria perceberam que o policial estava favorecendo Marcelo Pereira, tentando inocentá-lo.
Que tipo de serviço ao povo era aquele?!
Rafaela Ribas, no entanto, não disse nada. Talvez por causa da dor na mão, sua expressão estava assustadoramente fria.
— Garotinha, vou te dar duas opções. Primeiro, apresente as provas. Segundo, admita a responsabilidade principal.
— Considerando que você ainda é uma estudante, vamos encerrar este assunto aqui, e todos ficarão felizes.
Enquanto falava, o policial pegou o celular para enviar uma mensagem ao pai de Marcelo, Ruan Pereira.
[Senhor Pereira, o caso do seu filho é realmente complicado. Mas, felizmente, a outra parte é apenas uma estudante sem contatos. O Senhor Marcelo Pereira ficará bem, pode continuar sua reunião com tranquilidade, não precisa vir com pressa.]
Ele ouviu dizer que essa garota já havia rompido com a família, e nem mesmo seu próprio pai se importava com ela. Sem apoio.
Colocar a culpa nela era a melhor solução: transformar um grande problema em um pequeno, e um pequeno em nada.
Caso contrário, se o assunto se tornasse público e a escola ficasse sabendo...

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