Filomena foi puxada pela velha senhora e caiu direto nos arbustos.
— Minha senhora...
— Shh, não fale! — A velha senhora se deitou no chão, empurrando a cabeça de Filomena para baixo, e sussurrou: — Rápido, me dê meus óculos de leitura!
Filomena estava quase tonta com a agitação da velha senhora, mas rapidamente lhe entregou os óculos.
— Filomena, você não pode se exaltar daqui a pouco. — A velha senhora disse com seriedade enquanto colocava os óculos. — Não assuste minha neta-de-lei, entendeu?
Filomena fez uma expressão indescritível e assentiu: — Sim, minha senhora.
No momento, parecia que era a senhora quem estava mais exaltada!
------
Um minuto depois.
O carro esportivo parou, e um homem alto e imponente saiu do veículo, inclinando-se em seguida para pegar, com extrema delicadeza, a garota adormecida em seus braços.
Sua maneira cuidadosa era como se estivesse segurando uma joia de valor inestimável.
— Filomena, minha neta-de-lei chegou...
A velha senhora estava tão animada que quase se levantou, mas felizmente Filomena a puxou de volta a tempo. — Minha senhora, a senhora disse que não ia se exaltar...
— Uhm.
A velha senhora rapidamente cobriu a boca, com metade da cabeça aparecendo por entre os arbustos. Seus olhos, por trás dos óculos de leitura, brilhavam intensamente, fixos na garota nos braços de Fabiano Matos.
Rafaela Ribas dormia profundamente, coberta com o casaco do homem, o rosto encostado em seu peito.
A postura dos dois era extremamente íntima.
Do ângulo da velha senhora, era possível ver o perfil da garota.
Seu rosto era do tamanho da palma de uma mão, com cílios longos e densos levemente caídos, e a pele era branca como um ovo descascado...
Era evidente que se tratava de uma garota de traços delicados e bela aparência.
Ela até parecia um pouco familiar...
Nesse momento, seu neto estava de cabeça baixa, olhando para a garota em seus braços, seus olhos escuros e profundos quase transbordando de ternura.
Se não tivesse visto com os próprios olhos...
Ela nunca acreditaria que seu neto, que fora frio e contido desde a infância, não apenas se aproximaria de uma garota por iniciativa própria, mas também a olharia com tanto fascínio e devoção.
A garota parecia mais nova que ele.
Julia estava no corredor e, ao vê-lo sair, disse com uma expressão séria.
— Senhor, a sua avó chegou.
— Sim.
Fabiano Matos sorriu preguiçosamente, desfazendo o nó da gravata com um gesto nobre e contido, sem demonstrar surpresa.
— E mais. — Julia o seguiu, lembrando-o cuidadosamente: — A expressão da sua avó não está boa, e ela mencionou que quer ver a Senhorita Ribas...
A sua atitude feroz e o rosto pálido sugeriam que ela viera para separar o casal.
Os lábios do homem se curvaram, e um sorriso profundo tingiu seu rosto incrivelmente bonito.
Na sala de estar.
A velha senhora estava sentada no sofá, as calças sujas de terra e grama, parecendo um pouco desgrenhada.
Ao ver Fabiano Matos descer as escadas, a velha senhora se levantou imediatamente, esticando o pescoço para olhar atrás dele.
Não vendo a figura da garota, ela franziu a testa e disse, descontente: — Por que é você?
O tom era um pouco desdenhoso.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Poxa, Cara, Para de me investigar!