— Sabe pilotar?
Fabiano Matos colocou os pés nos pedais, ligou a moto, e uma risada grave e sexy escapou de sua garganta. — Eu sei dirigir qualquer veículo!
Rafaela Ribas piscou, e sua pequena mão em volta da cintura dele o beliscou de mau humor.
— Não se pilota com a boca.
Os olhos de Fabiano Matos escureceram, e sua garganta se moveu. — Hum? Você também não disse...
— ...Cala a boca!
O rosto de Rafaela Ribas ficou levemente corado.
Fabiano Matos riu baixo e parou de provocá-la. Com as mãos no controle, ele ocasionalmente olhava pelo retrovisor para a garota relaxada, aninhada em seu ombro.
O sorriso em seus olhos se aprofundou.
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Meia hora depois, no Condomínio Sol Nascente.
Rafaela Ribas desceu da moto, de cabeça baixa, cambaleando e sem conseguir se firmar.
Fabiano Matos sorriu impotente, inclinou-se e pegou a garota no colo, levando-a para o quarto.
— A água do banho já está pronta. Tome um banho e durma bem.
Rafaela Ribas se deixou cair no sofá, seus belos olhos fixos no homem, sem dizer uma palavra.
Pensando que ela estava cansada, Fabiano Matos afagou seu cabelo e disse com voz suave. — Se não quiser se mover, não precisa tomar banho. Durma cedo, certo?
Assim que terminou de falar, ele se virou para sair.
Nesse momento, Rafaela Ribas de repente agarrou sua mão e disse em voz baixa. — Você ainda está com raiva?
O corpo esguio de Fabiano Matos enrijeceu. Com um ar de confusão, ele se agachou na frente da garota. — Com raiva de quê?
Rafaela Ribas franziu os lábios, seus olhos escuros e puros, com uma expressão muito séria. — Eu não gosto deles.
Então era isso!
Ao ouvir as palavras da garota, o fogo que ardia em seu peito de repente se extinguiu.
Fabiano Matos ficou em silêncio por dois segundos, um sorriso surgindo em suas sobrancelhas nobres. Ele estendeu a mão e beliscou a bochecha de Rafaela Ribas, com a voz alegre. — Eu sei.
— Hum?
Rafaela Ribas piscou.
Rafaela Ribas abriu a partitura e, com um olhar rápido, identificou muitos problemas.
[Você decide o horário]
Depois de responder a Lola, Rafaela Ribas abriu a gaveta e pegou o sonífero.
O sonífero era muito precioso. Já que não precisava dele aqui, não havia necessidade de desperdiçá-lo.
Pensando nisso, ela o jogou de volta na gaveta e deitou-se tranquilamente.
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Meia-noite.
A porta do quarto de Fabiano Matos se abriu de repente.
O quarto estava vazio, exceto pelo som de água corrente vindo do banheiro.
A garota vestindo pijama rosa de morango, com os pés brancos e delicados à mostra, cabelo longo caindo sobre os ombros, entrou na sala com o olhar vago.
Não vendo sinais do homem, Rafaela Ribas franziu a testa inquieta e, instintivamente, dirigiu-se à porta do banheiro.
Ao ouvir um som, com certo desespero, ergueu a mão e empurrou com força—

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