O céu escureceu gradualmente.
Um luxuoso Bugatti Veyron percorria as ruas.
Fabiano Matos segurava o volante com uma mão e o celular com a outra, ligando novamente para Rafaela Ribas.
A resposta que recebeu foi a mesma de sempre: "caixa postal".
Ela não havia voltado para o Condomínio Sol Nascente, nem para a casa da Família Carneiro, e ainda por cima, seu celular estava desligado...
O olhar de Fabiano Matos escureceu. Ele estacionou o carro na beira da estrada e, após hesitar por alguns segundos, ligou para Eduardo Matos.
Eduardo Matos, que estava jogando na rua com Sidney Rocha, sentiu as pernas fraquejarem de medo ao ver quem ligava. Atendeu com as mãos trêmulas: — Irmão
— Onde você está? — A voz dele era carregada de impaciência, causando arrepios.
— Estou do lado de fora da escola, já estou voltando! — Disse Eduardo Matos, pegando sua mochila apressadamente e começando a correr, com a consciência pesada.
Será que o irmão mais velho tinha instalado câmeras de vigilância nele?
Ele mal tinha conseguido escapar para jogar um pouco e já havia sido pego.
— Com quem?
— Sidney Rocha.
Eduardo Matos respondeu honestamente, sem ousar mentir em uma única palavra.
— Não está com a Rafaela Ribas? — Fabiano Matos apoiou a mão esquerda no volante, sentindo uma irritação crescente, e disse com a voz rouca. — Ouvi dizer que alguém se declarou para ela. Você estava entre eles?
Pegando ele namorando?
Eduardo Matos ficou paralisado por um instante, lembrando-se das palavras anteriores de Fabiano Matos.
Se você se atrever a namorar, eu quebro suas pernas!
Será que seu irmão pensou que ele e Rafaela estavam namorando?
— Não, de jeito nenhum. — Eduardo Matos entrou em pânico e se apressou em explicar. — Namorar com ela é pedir para morrer!
As mensagens foram apagadas, e ela não deu atenção a ninguém...
Isso significava que ela não tinha saído com nenhum colega hoje.
Se não foi isso, por que o celular estava desligado?
— Irmão, eu juro que...
— Vá experimentar, veja se gosta.
Ao ouvir a voz, uma garota adorável e cativante que estava deitada ao seu lado, apoiando o queixo nas mãos, sorriu gentilmente.
A garota era sua amiga da Vila Esperança. Seus destinos eram semelhantes, ambas abandonadas pelos pais em um "orfanato clandestino", dependendo uma da outra para sobreviver.
Ela a considerava como uma irmã mais nova.
— Se foi você que comprou, eu gosto de tudo.
— Certo. — Rafaela Ribas não a forçou. Com a ponta dos dedos finos e brancos, levantou o queixo de Sabrina e perguntou, erguendo uma sobrancelha. — Você tem se alimentado bem ultimamente?
— Sim.
Sabrina era muito obediente. Ela se aproximou de Rafaela Ribas, inalando o cheiro familiar dela, sentindo o coração aquecido.
Pela aparência, ela realmente parecia muito bem.
Seu estado também era muito melhor do que antes.
— Que boa menina. — Rafaela Ribas se sentou e entregou-lhe o bolo que comprara no caminho. — Seu presente.

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